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terça-feira, 11 de maio de 2010

A Noiva Cadáver (2005)

"Loving You Is Like Loving The Dead."

Receio que vá ter que me repetir: Tim Burton é dos realizadores mais geniais de sempre. Cada filme que realiza é uma dádiva para o cinema. É um realizador incansável que não pára de me surpreender com a sua originalidade e genialidade. A sua fonte de inspiração parece interminável pois tem sempre algo de novo para mostrar, e já o provou com os diversos títulos que nos proporcinou: os filmes de Tim Burton têm sempre o seu estilo próprio.

"A Noiva Cadáver" não é excepção, sendo outro grande título por parte do realizador. Voltando às sua técnica de animação stop-motion, popularizada com o filme "Nightmare Before Christmas" 10 anos antes, "A Noiva Cadáver" apresenta-se como um filme surpreendente, cómico, assustador e dramático! Não deixem que o facto de ser um filme de animação vos leve a pensar que o filme é só para crianças. Nada disso. O filme tem um argumento até bastante sério, com o ambiente gótico e as temáticas de vida e morte envolventes, misturado com a vertente cómica e alegre, o que faz com que "Corpse Bride" seja uma miscelânea de sensações e por isso mesmo recomendado para imediata visualização, se ainda não o viram.

O filme passa-se no século XIX e centra-se na aborrecida vida de Victor (Johnny Depp). Este tem casamento marcado com Victoria (Emily Watson), apesar de nunca se terem conhecido. Depois de ensaiarem cuidadosamente, e muitas vezes, o seu próprio casamento e Victor falhar completamente, este vai para o bosque praticar e simula a cerimónia enfiando a aliança num galho. Para sua surpresa e desespero o galho era mesmo um dedo de Emily (Helen Boham-Carter),a "Noiva Cadáver", que alega agora ser a sua noiva legal, desconhecendo que Victor não tinha qualquer intenção de casar com ela e que tudo é apenas um grande mal entendido.
Victor é assim arrastado para a Terra dos Mortos, em que se depara com uma realidade completamente diferente da que se deparava na Terra dos Vivos. É um sítio muito mais alegre, colorido e vibrante do que a Terra dos Vivos, que no filme é um sítio triste, monótono de tons cinzento. Tim Burton elabora aqui a sua crítica social, apresenta-nos uma ambiguidade e consegue um grande eufemismo relativamente à morte, encarando-a com um grande positivismo, e até melhor do que a vida. Na minha opinião é isso que faz o argumento de Burton tão inteligente. Também nos deparamos com as temáticas do amor não correspondido e da amizade, o que fazem com que "A Noiva Cadáver" seja um filme bastante tocante (o título do filme pode enganar um bocado e parecer ser de terror, mas é uma história de amor bastante bem conseguida e emocional, não obstante os seus toques "dark"). O final surpreendente do filme é que não me agradou, particularmente.

Claro está que, em termos visuais, o filme não desilude, como esperado de qualquer filme Tim Burton. A animação está bastante satisfatória, e como já referi, é a mesma utilizada em "Nightmare Before Christmas". Só tenho a dizer que, com o trabalho que este filme deve ter dado, com certeza que o seu produto final compensa o enorme esforço. As personagens estão muito bem feitas, e o que me agrada neste filme, é que são personagens tão fáceis de se gostar e de nos podermos identificar. E é aqui que devo salientar o magnífico trabalho por parte dos actores. Todos foram verdadeiramente impecáveis, até é me difícil destacar apenas um. Desse modo, vou generalizar, portanto, considero que todos estiveram excelentes.
"A Noiva Cadáver" sem o compositor Danny Elfman também não seria a mesma coisa. A banda sonora do filme está 5 estrelas. As principais cenas do filme contam com músicas fenomenais, é por isso que a colaboração Elfman-Burton é quase sempre constante. O impacto de muitas cenas de muitos filmes de Tim Burton devem-se a este senhor.

É um filme que me impressionou pela positiva, obrigatório para todos os fãs de Tim Burton e não só! Já o vi mais que uma vez e conseguiu sempre retirar de mim as diversas emoções: riu-me sempre que nem doida nas partes cómicas e o fim coloca-me sempre no papel de uma Maria Madalena a chorar. Imperdível!


EXAME

Realização: 8/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 7/10
Banda Sonora: 9/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Grafismo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 7.8/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português: A Noiva Cadáver
Título Original: Corpse Bride
Realização: Tim Burton
Ano: 2005
Actores: Helen Bonham Carter, Johnny Depp, Emily Watson, Christopher Lee

Trailer do filme:


terça-feira, 4 de maio de 2010

TOP de Animação - Década de 2000


Esta década foi presenteada com magníficos filmes de animação, e, pessoalmente, a maior parte deles vêm da PIXAR. Na minha opinão, a Disney já não faz filmes como antigamente. Sim, a Disney e a PIXAR estão interligadas agora (Disney.Pixar), mas são coisas independentes. Já não se vê filmes como o Rei Leão; esse legado permanecerá intacto. A animação stop-motion esteve em grande esta década, com o lendário Tim Burton a realizar "A Noiva Cadáver", após o sucesso dos anos 90 "O Estranho Mundo de Jack". Filmes como Coraline e A Fuga das Galinhas também são exemplos deste magnífico tipo de animação.

Séries como The Simpsons, Naruto e Family Guy também tiveram a sua representação no grande ecrã. A década não estaria completa sem a introdução de personagens que se tornaram icónicas : Alex o Leão, Shrek, Nemo, Wall-E, Spider Pig ou Sid .

Aqui estão alguns dos filmes que considero serem os melhores da década.


Finding Nemo (2003)


Depois deste filme, as lojas de animais agradeceram com o aumento nas vendas de peixes-palhaços e outros. Dispensando introduções, "À Procura de Nemo" conta a história do peixinho Nemo: este é um pequeno peixe-palhaço, que repentinamente é raptado do coral onde vive por um mergulhador e passa a viver num aquário em Sidney. Decidido a encontrá-lo, o seu pai sai à sua procura, tendo como ajuda a inesquecível Dory. Um clássico da PIXAR, claro.

Crítica: Brevemente
Trailer:



Up! (2009)


Up! foi dos filmes mais aclamados pelas críticas em 2009, tornando-se nos melhores filmes de animação de sempre. É dos melhores filmes da PIXAR, e fechou a década de 2000 de uma maneira grandiosa.
Carl Fredricksen é um vendedor de balões que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. Para evitar que isto aconteça, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela levante vôo. O objectivo de Carl é viajar para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre desejaram morar. Uma história inspiradora.

Crítica: Brevemente
Trailer:



Ratatouille (2007)


"Ratatui" é um filme que, literalmente, faz crescer água na boca. Centra-se em gastrononia, e dá-nos mesmo fome. Mas não é só isso que faz deste filme um clássico da PIXAR. É a animação, a história e as personagens que fazem deste filme aquele pequeno miminho.
O filme relata a história de um ambicioso e inteligente rato chamado Remy , que sonha tornar-se um grande chef. Um dia, um incidente acontece e ele fica situado debaixo do famoso restaurante do seu ídolo e chef favorito, Gusteau. Ele decide visitar a cozinha do restaurante e lá conhece Linguini, um atrapalhado ajudante que não sabe cozinhar e que precisa de manter o emprego a qualquer custo. Remy e Linguini formam uma parceria, em que Remy fica escondido debaixo do chapéu de Linguini, controlando os seus movimentos e indicando o que ele deve fazer para cozinhar.

Crítica: Brevemente
Trailer:



Wall-E (2008)


"Wall-E" tornou-se dos meus filmes de animação favoritos porque reúne uma série de qualidades que prezo bastante: inteligência, coerência, ciência e diferença. É um filme que não agrada a todos, por ser mesmo muito especial. Após centenas de anos sozinho a fazer o que foi programado para fazer, o robô WALL.E. descobre um sentido na sua existência quando se apaixona pela robô EVE. Esta apercebe-se que WALL.E tropeçou, sem saber, na resolução para o futuro da Terra, e corre de volta ao espaço para contar as suas descobertas aos humanos, que têm estado ansiosamente a aguardar por notícias que digam que é finalmente seguro voltar para casa. Entretanto, WALL.E persegue EVE pela galáxia, apaixonado, enquanto se tenta arranjar a solução para os humanos voltarem para a Terra.

Crítica: Brevemente
Trailer:


Shrek (2001)


Talvez dos filmes mais mediáticos da história da animação, "Shrek" revolucionou o mundo do cinema. Shrek fez parecer as coisas horrorosas as mais bonitas. É dos melhores filmes de sempre e cómicos alguma vez feitos, e super original (tirando as suas "inspirações" brilhantes).
Dispensa qualquer introdução, o filme centra-se no ogre mais famoso do mundo, Shrek. É o primeiro e considerado melhor da saga (apesar de achar o segundo melhor).

Crítica: Brevemente
Trailer:



The Corpse Bride (2005)


Outro filme stop-motion de Tim Burton, outra parceria Burton-Depp. Não se compara a Nightmare Before Christmas, mas A Noiva Cadáver é um filme de animação excelente que merece, sem sombra de dúvida, de estar neste top. O filme centra-se na aborrecida vida de Victor (Johnny Depp). Este está destinado a casar com Victoria, mas os dois nunca se conheceram. Depois de ensaiarem cuidadosamente o seu próprio casamento e Victor falhar completamente, este vai para o bosque praticar e simula a cerimónia enfiando a aliança num ramo. Para sua surpresa e desespero o ramo era mesmo um dedo de Emily (Helen Boham-Carter),a "Noiva Cadáver", que alega agora ser a sua noiva legal. Surpreendente, cómico, assustador e dramático!

Crítica: Aqui
Trailer:



The Incredibles - Os Super-Heróis (2004)


Outro clássico da PIXAR, dos meus filmes de super-heróis (animados) favoritos. Este filme é simplesmente imperdível,e foi vencedor do Óscar de Melhor Filme de Animação em 2004.
O filme trás-nos a história de Roberto Pêra, que foi um dos maiores super-heróis do mundo. Conhecido por todos como Sr. Incrível, salvou vidas e lutou contra o mal diariamente, como que por profissão. Agora, quinze anos depois, Roberto e a mulher Helena vivem longe da glória, tentando combater o aborrecimento. A oportunidade de voltar à acção surge quando recebe uma comunicação misteriosa que o leva a uma ilha deserta para uma missão ultra-secreta.

Crítica: Brevemente
Trailer:



Coraline (2009)


"Coraline e a Porta Secreta" é um filme fantástico, surpreendente e com uma animação soberba. Conta com as vozes de Dakota Fanning, Ian McShane e Teri Hatcher.
A sinopse do filme diz-nos que Coraline é uma menina que sonhava viver num mundo melhor, com mais diversão e emoção. Ao mudar para uma nova casa, encontra uma porta trancada. Depois de muito tentar, consegue abri-la. Descobre um mundo onde tudo é alegre e os seus pais são sempre divertidos. A princípio, a única coisa estranha é que as pessoas têm botões no lugar dos olhos. Aos poucos, descobre segredos, percebe que está em perigo e vê que o mundo real não era tão mau assim. Original, marcou definitivamente a década, vale a pena verem.

Crítica: N/A
Trailer:



Ice Age (2002)


A "Idade do Gelo" mudou a face da Terra, como também da animação. Bom argumento, animação diferente e aspectos bastante cómicos fazem deste filme das maiores surpresas da década. Quando a preguiça Sid conhece o mamute Manny , este tenta de tudo para se livrar do chato Sid. Mas isso é apenas o começo : após encontrarem uma vila humana destruída, Manny é convencido por Sid a ajudar a entregar um bebé ao seu pai. Eles têm a companhia de Diego, o tigre dente-de-sabre que fica amigo de Sid e Manny e que tem planos de entregar o bebé ao seu líder.


Crítica: N/A
Trailer:



Monsters Inc. (2001)


Ser um filme da pixar, já é, por convenção, um filme brilhante. Não é, de longe, o meu favorito da Pixar, mas "Monstros e Companhia" é mesmo muito bom!
Resumindo a história do filme, este é sobre monstros que assustam crianças para poderem conseguirem os gritos delas para gerar energia para seu mundo. Se não viram, vejam.

Crítica: N/A
Trailer:



Chicken Run (2001)


Recebi "A Fuga das Galinhas" no meu 10º aniversário, em 2001, e adorei. Agora,anos consideráveis mais tarde, ainda o adoro! O filme retrata a história desesperada de galinhas. Durante a década de 50, numa quinta dedicada à criação destas em Yorkshire, a galinha Ginger procura desesperadamente uma maneira de conseguir escapar ao fim trágico que os seus donos reservaram para ela e para as suas amigas. Após várias tentativas não muito bem sucedidas, surge na capoeira o galo Rocky, com uma ambiciosa promessa: ensinar as galinhas a voar. Imperdível, e com uma técnica de animação brilhante: stop motion.

Crítica: Brevemente
Trailer:



How's Moving Castle (2004)


De Hayao Miyazaki, " O Castelo Andante" é dos meus filmes de animação japonesa favoritos. Brilhante e incrivelmente bonito de se ver, aconselho vivamente para toda a gente.
Uma jovem chamada Sophie é amaldiçoada por uma bruxa, que a torna numa mulher velha; há um senão: Sophie não é capaz de contar a ninguém da maldição. Impossibilitada de continuar o seu trabalho na loja da sua mãe, ela vai para o castelo andante do famoso feiticeiro Howl. Sophie fica amiga de Calcifer, o demónio de fogo que governa o castelo e que está ligado a Howl por um contrato, cujos termos Calcifer não pode revelar. Prometem ajudar-se mutuamente. Tal como Calcifer, Howl consegue ver Sophie como jovem, e ele e Sophie apaixonam-se.

Crítica: Brevemente
Trailer:


Outros:

Bolt
A Viagem de Chihiro
Madagascar 1 e 2
Simpsons The Movie
Wallace & Gromit - A Maldição do Coelho Homem
Fantastic Mr.Fox
Mary & Max

O que acharam deste top ? Partilhem as vossas opiniões !

por Joana Queiroz

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Clash of the Titans (2010)


Between gods and men, the clash begins.

Mitos, filosofia, elementos trágicos. Viciados em God of War, a mitologia grega está de volta com este Clash of the Titans. Hollywood não perdeu tempo em lançar um filme com esta temática,que aproveita o sucesso da saga de jogos playstation God of War. Sendo sobre mitologia grega, prometia ser épico. E também, é mais um filme 3D nos cinemas. O filme tem efeitos especiais soberbos, no entanto a premissa não é bem desenvolvida. Estava muito entusiasmada para ir ver este filme, mas tinha certas exigências. Clash of the Titans constitui o remake do filme de 1981 com o mesmo nome, baseado no mito de Perseus. Para os fãs do original, tenho uma má notícia: o filme será uma nódoa para vocês. Para os fãs de 3D: podem tirar os óculos durante o filme, e reclamem os dois euros extra. Ou simplesmente não levem os óculos.

O filme é realizado por Louis Leterrier e conta com as interpretações de Sam Worthington, Liam Neeson e Ralph Fiennes nos principais papéis. Começa por nos contar a história de três deuses que combateram os Titãs: Zeus, Hades e Poseidon. Os Titãs foram derrotados pelo monstro Kraken, obra de Hades; depois da derrota dos Titãs, Zeus criou os humanos e governava o Olimpo, enquanto Poseidon governava o mar. Hades, sendo traído por Zeus, foi condenado ao submundo. A acção rapidamente muda, centrando-se na história de Perseus (Sam Worthington). Apesar de ter sido criado por humanos é, na verdade, um semideus, fruto do amor entre a mortal Danae e Zeus (Liam Neeson), o rei dos deuses. Quando Hades (Ralph Fiennes), deus do submundo e irmão de Zeus, decide matar a família de Perseus, este, em busca de justiça, jura vingar-se. Mas o destino de Perseu é muito mais grandioso do que uma simples vingança e, liderando um grupo de soldados, terá que unir esforços com o seu pai e derrotar Hades e Kraken, o seu colossal monstro marinho.

Um filme que prometia ser avassalador, falhou na concretização da sua premissa. A história não é perfeita e deixa muito a desejar, sendo inconsistente e vazia. Prometia ao início, e realmente há a sensação de querermos saber o que vai acontecer. Contudo, a acção é demasiado acelerada e previsível. O filme falha no estabelecimento de ligações com as personagens; não se consegue identificar com nenhuma, pois não são nada aprofundadas. A narrativa é de tal modo rápida que parece que estamos a ver marionetes sem sentimentos a andarem numa montanha russa. O argumento não é sólido e não é 100% fiel à mitologia grega. No entanto, as sequências de acção constituem um ponto positivo, são simplesmente brilhantes!

A realização não está má, Louis Leterrier consegue captar a atenção dos espectadores do início ao fim, quer seja com as magníficas sequências de acção, quer com os cenários e paisagens. Clash of the Titans está igualmente bem filmado e cativante. No entanto, o diálogo, na minha opinião, não é muito bom. Momentos de humor puro (excelentes), sim, mas de resto não tem conteúdo relevante. Outro aspecto menos positivo é a duração. Achei-o relativamente pequeno,não há espaço para a consolidação do argumento nem das personagens. Mas para a duração que tem, a acção está muito bem distribuída, não havendo momentos mortos; não ficarão aborrecidos.

O filme não falha na sua componente visual, superando todas as expectativas. De realçar a Medusa, apesar de se ver que não é real, está muito boa. Para não falar no Kraken: de fazer cair os olhos, perfeito. Os restantes monstros e criaturas também estão excelentes. Porém, o 3D neste filme não resultou. Clash of the Titans não foi idealizado para 3D, sendo convertido em cima da hora. Infelizmente, não se consegue tirar partido desta tecnologia, não explorando as suas máximas potencialidades. Não provoca a espectacularidade nem o impacto desejado nos espectadores. Pagar 7,90 por um filme que se via perfeitamente em 2D é muito frustrante, é mesmo nos créditos finais que o 3D brilha. Bem... nem todos são o James Cameron, não é verdade?


Liam Neeson e Ralph Fiennes interpretam o papel de Zeus e Hades, respectivamente. Dois actores muito experientes (adoro o Ralphy), mas neste filme não são avassaladores, como seria de esperar. Considerei a personagem Hades muito imponente e bem representada, já Zeus deixou-me de queixo caído: negativamente. Deu-me vontade de rir, sinceramente, parecia um Carnaval que acabou mal. Sam Worthington não este horrível, mas não é versátil e o diálogo pobre não o ajudou em nada. Dos restantes actores, não tenho muito a dizer, pois não houve nenhuma interpretação que se destacasse.

Tenho pena que Clash of the Titans tenha sido esmagado pelas críticas e que não tenha sido um clássico. Apesar das falhas, tinha potencial. Alguns ficarão desapontados, outros irão odiar, outros gostar bastante. Pode parecer que só tem aspectos negativos, mas não: tem aspectos muito positivos, como a acção e os efeitos. É um filme de acção razoável, mas não cumpre os objectivos. Na minha opinião,que até gostei do filme, vê-se muito bem e agradará algumas minorias.

Definitivamente, não é Crap of the Titans, mas, apesar de ter tido potencial para tal, não é nem será épico.

EXAME

Realização: 6/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Efeitos/Fotografia: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 6/10

Média Global: 6/10

Crítica feita por Joana Queiroz



Informação

Título em português: Confronto de Titãs
Título Original: Clash of the Titans
Realização: Louis Lerretier
Ano: 2010
Actores: Sam Worthington, Ralph Fiennes , Liam Neeson


Trailer do filme:


Night of The Living Dead (1968)

Em 1968 George A. Romero realizou o filme que ficaria para sempre na história do cinema como o pioneiro do género "zombies", e levaria Romero a ser considerado um génio. Há que realçar que "A Noite dos Mortos Vivos" é o primeiro de uma triologia, que, sem dúvida, influenciou por completo todos os filmes subsquentes.
É um clássico que aterroriza os fãs de terror há mais de 40 anos (A imagem de George A. Romero com apenas 28 anos não se forma na minha cabeça...
Parece que Romero sempre teve a mesma aparência!) e é o exemplo perfeito de que um filme pode ser um clássico, apenas com um simples argumento e sendo low-budget. É um filme que nos prende de início até ao fim (e o final é simplesmente indescritível).

É claro que os longos anos passados, e o facto de termos hoje em dia diversos filmes de zombies em que o gore e sangue são as principais características, retiraram ao filme algum do seu impacto, mas se formos a contextualizar este filme, sem dúvida que revolucionou o cinema, sendo assim obrigatório para os fãs do género. Na altura o filme foi banido em alguns países, foi bastante controverso devido ao seu conteúdo explícito. Provocou horrores nos cinemas, isto porque na época, o cinema era visto de outra maneira, havia uma maior ligação entre o herói e os espectadores, e se o herói morresse, era uma verdadeira tragédia para os espectadores.

O filme começa com Johnny (Russell Streiner) e Barbara (Judith O'Dea) a visitarem o túmulo do seu pai, sendo derepente atacados por um morto-vivo. Barbara mal consegue escapar, mas corre com as suas máximas forças até uma casa, onde é salva por Ben (Duane Jones). No entanto, enquanto Ben encontra-se muito estável, Barbara encontra-se completamente em choque, perdendo a sua racionalidade. Ambos deparam-se com uma família e um jovem casal na cave. O grupo fica, assim, escondido na casa à espera de salvação, mas não será muito dificil para os zombies encontrarem maneira de entrarem dentro da casa. Para além das preocupações com o exterior, o grupo também começa a lidar com diferenças internas, e o verdadeiro teste começa, isto é, será que conseguem sobreviver se não resolverem os problemas entre si?
A vertente humana do filme está muito bem conseguida, isto porque o problema da humanidade acaba por ser o principal problema. George A. Romero não se cansa de utilizar os seus filmes para fazer as suas críticas sociais, já que são vistas igualmente em filmes posteriores. Como já referi, apesar da simplicidade do argumento, não deixa de ter uma história intrigante que nos propõe momentos de alta tensão.

Os efeitos especiais do filme, agora completamente ultrapassados, na altura foram um verdadeiro choque. Na minha opinião, o filme está verdadeiramente realista e assustador tento em conta a época em que foi feito.
Para além disso, os actores estão muito bem. Duane Jones apresenta-se firme como Ben, e na altura foi bastante controverso, pois foi a primeira vez que um actor afro-americano interpretava o papel principal num filme de terror. Devo dizer que fê-lo de uma maneira excepcional e credível. Talvez o único senão relativamente aos actores é mesmo a actriz principal, a Judith O'Dea. Não me cativou muito, nem penso que tenha interpretado o seu papel de maneira sensata. Ou secalhar o problema foi mesmo do argumento do filme, que tratou as mulheres um bocado mal, isto porque todas elas são completamente indefesas. Isto, aliás, levou a um protesto das críticas feministas.

É complicado adorar-se este filme hoje em dia, quando muitos estão habitados a certo tipo de terror. Mas há que não esquecer o que torna este filme espectacular: é o facto de não depender de litros de sangue e ter uma história bastante sólida que o fazem 5 estrelas. O que torna "Night Of the Living Dead" assustador, é a música ambiente, os planos de câmara e luz, e principalmente o grupo de actores que torna tão credível a história de um grupo de pessoas a lutar pela sobrevivência e ver o seu mundo a ser atacado por zombies.

"Night of The Living Dead" é a verdadeira obra-prima de George A. Romero, e não há nenhum filme que o iguale, mesmo que esteja melhor em termos de efeitos especiais. Um clássico será sempre um clássico, e esse é um estatuto que ninguém pode retirar a este filme.


EXAME

Realização: 9/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 8/10

Crítica feita por Sara Queiroz



Informação

Título em português: A Noite dos Mortos Vivos
Título Original: Night of the Living Dead
Ano: 1968
Realização: George A.Romero
Actores: Judith O'Dea, Duane Jones

Trailer do filme: