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segunda-feira, 28 de março de 2011

The Pianist (2002)



"Poland is no longer alone." 

Vencedor de 3 Óscares da Academia, The Pianist é de facto um filme marcante. Vi-o pela 
primeira vez em 2002, ainda com os meus 10 anitos de idade,e nunca mais me esqueço da sensação de horror que percorreu o meu corpo. Atenção - não pelo filme em si (está brilhante!), mas sim porque a realidade vivida pelos judeus no Holocausto está tão bem transposta para o grande ecrã que é impossível não se sentir nada ; é garantido que os menos sensíveis se arrepiem (como eu). É sabido que, por mais filmes que façam, é impossível ser-se 100% fiel ao puro horror vivido na mais mortal das guerras (a 2ª), mas The Pianist deve chegar lá perto.

Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) é um brilhante pianista judeu e polaco que testemunha a ocupação Nazi na capital da Polónia. Com o início da Segunda Guerra Mundial, a sua família é deportada para um campo de concentração ao qual ele apenas consegue escapar, sendo obrigado a sobreviver nas ruínas do gueto de Varsóvia. Lá, vive a vida oposta à que vivia como um pianista brilhante: é mal tratado, vive um verdadeiro inferno e é obrigado a lutar pela sobrevivência até que a guerra termine.
Para algumas pessoas o filme pode pecar na sua duração, mas creio que não há nenhuma cena que esteja a mais. Começa em 1939, numa fase em que somos confrontados com a realidade vivida pelos judeus numa Polónia ocupada, como as leis caricatas que proibiam os judeus de muitas coisas. Posteriormente, o uso da estrela de David como sinal de identificação, até que passamos aos campos de concentração e extermínios. O Holocausto não só é uma tragédia da condição humana, como também um tema universal, que reduz a palavra “humano” ao que realmente sempre fomos capazes de ser: cruéis e irracionais.
Eu adoro o argumento: a história da sobrevivência de um homem com uma paixão incansável pela música, sendo esta última o seu combustível; até que ponto poderemos aguentar? É uma história verídica, o argumento é adaptado de um livro com o mesmo nome pelo músico polaco Wladyslaw Szpliman. A perspectiva do Holocausto pelos olhos de uma pessoa é simplesmente alucinante: acompanhamos a luta pela sobrevivência de Szpilman mesmo quando haviam apenas os primeiros rumores de ocupação Nazi no país até à guerra per se.

Este filme é muito pessoal para Roman Polanski, pois o Holocausto foi uma realidade dura para o realizador francês e polaco: ele escapou a um dos cinco maiores guetos da Alemanha Nazi, o Gueto de Cracóvia, onde perdeu a sua mãe; vemos claramente no filme cada pincelada desse facto e a sua influência, a experiência pessoal é usada para nos injectar a tristeza e realismo durante todo o filme. A construção do protagonista e as suas interacções são impecáveis pelo realizador.O que Polanski nos quer transmitir é que o protagonista não é um herói, mas sim um sobrevivente, que fez de tudo para lutar pela sua vida. O uso de uma câmara e fotografia tristes, frias, distantes mas impecáveis que imperam no filme, aos magníficos closer shots que nos fazem entrar filme adentro fazem do The Pianist um pequeno pedaço do céu. Devo realçar duas cenas às quais me rendi: a primeira, quando Szpilman consegue escapar à deportação para um campo de concentração e anda pela cidade de Varsóvia que se encontra quase que “fossilizada” de 
destruída que está; e a segunda, em que o Oficial Alemão Hosenfeld pede a Sziplman que toque piano. Esta última está sublime, nunca senti tanto Chopin, que se encontra em perfeita harmonia com o estado de espírito do protagonista na altura.

Como não podia deixar de ser, tenho que dar os parabéns ao magnífico elenco que transporta o filme. Adrien Brody mereceu ser galardoado com o Óscar, interpreta o pianista de uma maneira brilhante e com todos os sentimentos imagináveis: verbais e não verbais. A sua transformação física é notável! Consegue fazer com que nos identifiquemos com a personagem, e nota-se que Adrien Brody quis procurar inspiração no que Polanski viveu em Cracóvia. Devo realçar também Thomas Kretshmann como o Oficial Alemão Wilm Hosenfeld.

Em suma, The Pianist surgiu numa época em que filmes sobre o Holocausto começavam a ser repetitivos, mas que mudou completamente a História do Cinema. É daqueles filmes que não importa a quantidade de vezes que o visualizamos: o impacto será sempre o mesmo. Ficarão atónitos, e nunca se esquecerão deste filme.

EXAME 

Realização: 9/10
Actores: 9/10 
Argumento/Enredo: 10/10
Duração/Conteúdo: 8/10 
Fotografia: 9/10
Banda Sonora: 9/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8.5/10

Média global: 9/10

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação 

Título em português: O Pianista
Título original: The Pianist
Ano: 2002
Realização: Roman Polanski 
Actores: Adrien Brody, Thomas Kretshmann e Frank Finlay

Trailer do filme:




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sábado, 26 de março de 2011

Críticas

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