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Análise ao novo filme de terror realizado por Mike Flanagan, "Before I Wake". Por Sarah Queiroz.

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TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror"

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Avatar (2009)

Falar de Avatar é falar do acontecimento cinematográfico da década. Especialmente no que diz respeito às vertentes técnicas, mas não só; Avatar é um filme poderoso e fascinante em todos os aspectos, ainda que se destaque mais na componente visual, por ser tão apelativo e revolucionário. James Cameron, digam o que disserem, é um visionário. Para muitos, é considerado como um dos realizadores mais sobrevalorizados do Cinema, no entanto, não deve ser negada a sua extraordinária visão. O nível de detalhes é ridiculamente espantoso, nada escapou ao realizador, que transmitiu a sua mensagem de maneira quase perfeita. Aliás, debruçar-me sobre a espectacularidade a nível visual é quase desnecessário, pois teria que inventar novas palavras para descrever o quão deslumbrante é. É de facto impossível não parar de elogiar quando deparada com tamanha grandeza.

Sem revelar muitos detalhes do enredo, Avatar conta a história de um ex-Marine, Jake Sully que se vê envolvido num projecto científico e militar num planeta desconhecido, habitado por
"aliens", o povo Na'vi. Em forma de "Avatar", um corpo alien controlado pela sua mente humana, Jake Sully é enviado para descobrir mais sobre o povo, e de arranjar maneira de afastá-los dali, pois a sua residência assenta em cima de uma substância vital para a sobrevivência da Terra. Só que Jake Sully depois conhece Neytiri, uma nativa que começa a ensinar-lhe os costumes dos Na'vi, e surge um romance, o que começa a dividir e a prender bastante o ex-marine entre os dois mundos. Avatar é quase um filme perfeito, mas claro que peca em algumas coisas, que fazem a diferença. Acho que o defeito principal reside na falta de desenvolvimento de personagens, pois penso que poderiam ser mais aprofundadas. No entanto, não se deixa de se estabelecer uma ligação emocional com as mesmas, pois a história é mesmo muito envolvente. Sinceramente não percebo muito as críticas que se fazem relativamente à suposta falta de conteúdo e substância do argumento de Avatar. Cliché? Talvez. Mas o que não falta neste argumento é criatividade, pelo menos na maneira como a história é contada. Para além do mais é recheado de valores moralistas e ideias ambientalistas, temas que são bastante pertinentes nos dias de hoje e que permitem ao espectador uma introspecção e uma reflexão. A mensagem do filme é de facto transmitida, retrata na perfeição a condição e essência do homem. Adoro o dilema com que a personagem Jake se depara, e esse aspecto está de facto muito bem conseguido, o apercebimento de que existe muito mais humanidade nos Na'vi do que nos próprios humanos.

As personagens apresentadas são fortes e convincentes, apesar de achar que lhes falta certo aprofundamento. Sam Worthington está de louvar na interpretação da personagem Jake Sully, pois espectador encontra-se inevitavelmente super envolvido na sua história, nas suas dores e dilemas. Relativamente a Zoe Saldana, brilhante como sempre na interpretação da nativa Neytiri. A química entre ambos é bastante notória! Adorei ver Sigourney Weaver, é impressionante como a senhora nunca falha, é sempre sublime nos seus papéis.

Em suma, é um filme sensacional que cativa de maneira paradoxal, por um lado através da simplicidade da história, e por outro pela complexidade e deslumbramento a nível visual. Sinceramente, não me canso de rever. Só espero é que as sequelas sejam igualmente boas.

EXAME

Realização:
9/10
Actores:
8/10
Argumento/Enredo:
7/10
Duração/Conteúdo:
8/10
Efeitos/Fotografia:
10/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador:
9/10

Média Global: 8.5/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação


Título Original:
Avatar
Título em Português: Avatar
Ano:
2009
Realização:
James Cameron
Actores: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez

Trailer do Filme


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Identity (2003)

Há algo em thrillers psicológicos que desperta um interesse imenso em mim. Talvez seja devido à imprevisibilidade ou ao clima de tensão que gera, mas o certo é que Identity surpreendeu-me a todos os níveis. Bem sei que é difícil um filme ser bem sucedido em todos os elementos, mas Identity não só é intrigante, como é verdadeiramente fantástico e profundo. Folgo em saber que ainda existem filmes de suspense que realmente surpreendem. É uma grande surpresa, e adianto desde já que é dos melhores títulos deste género.

O filme é intrigante de início ao fim. Logo de início somos deparados com a seguinte situação: 10 pessoas ficam presas num motel isolado, que pertence a Larry (John Hawkes), devido a uma violenta tempestade. Entre eles estão um motorista (John Cusack), uma actriz (Rebecca De Mornay), um agente da polícia (Ray Liotta) encarregue de transportar um prisioneiro (Jake Busey), um casal (Clea DuVall e William Lee Scott), entre outros. No meio da confusão, tudo piora, quando se começam a aperceber que, um a um, todos estão sendo assassinados, sem qualquer explicação.

O argumento está muito bem arquitectado e somos inevitavelmente apanhados pelo factor surpresa; A narrativa gira em torno da questão "Mas quem é o assassino?!", e apesar de às vezes parecer que já sabia a resposta, rapidamente era contrariada por acontecimentos que não estava d
e facto à espera. O final é de se bater palmas, imensamente criativo e electrizante. Chocante mesmo, e até ligeiramente assustador. Sem dúvida que assistimos a uma excelente e segura realização por James Mangold, pois a maneira como estrutura o filme é deveras cativante e prende o espectador de maneira a se querer desesperadamente saber o que vai acontecer a seguir. Chega ao ponto de se tornar angustiante... Para mim, a obscuridade da trama é indiscutivelmente um factor atractivo. Não tenho dúvidas que o filme poderá causar diferentes reacções, especialmente relativamente ao final, que muita gente poderá não apreciar, ou até mesmo perceber. Mas sinceramente, defendo que as grandes qualidades do filme residem no argumento, aliás, este enredo é quase que inclassificável de tão interessante que é. Pode não ser propriamente inovador, pois é recheado de alguns clichés que já vimos antes, mas mesmo assim, consegue ter o seu toque pessoal que o tornam muitíssimo bom e único.

Relativamente ao elenco, não há absolutamente nada de negativo a apontar. Este tipo de filmes testa os actores ao máximo, e creio que John Cusack está no seu melhor. Se pensava que era em 1408 que Cusack demonstrava o seu verdadeiro potencial, estava enganada. Aqui proporciona-nos uma excelente e segura performance, do melhor mesmo!

Identity é um verdadeiro quebra-cabeças, e possui todos os ingredientes que fazem do filme dos melhores do género: é complexo, inteligente e intrigante, um verdadeiro desafio intelectual! Recomendo vivamente a assistirem ao filme caso não o tenham feito, é surpreendentemente satisfatório. E para quem já viu, rever não custa nada, pois é um filme que vale mesmo a pena!

EXAME

Realização: 9/10
Actores:
8/10
Argumento/Enredo:
9/10
Duração/Conteúdo:
8/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador:
7/10

Média Global: 8.2/10


Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título Original:
Identity
Título em Português:
Identidade Misteriosa
Ano:
2003
Realização: James Mangold
Actores:
John Cusack, Ray Liotta, Amanda Peet, John Hawkes, Alfred Molina

Trailer do Filme:

domingo, 28 de agosto de 2011

À l'intérieur (2007)

Ultimamente tenho andado bastante na onda do cinema francês, e hoje decidi ver mais um. Já referi inúmeras vezes que o horror europeu, em especial o francês, tem-me vindo a surpreender imenso, e sem dúvida que se tem relevado como a grande fonte de filmes de terror contemporâneos bem sucedidos. É que é um terror "de verdade", genuíno, pois é inesperado e literalmente brutal. Não me canso de recomendar aos fãs do género que assistam aos filmes de terror francês que tenho colocado cá, vale mesmo a pena. E a recomendação mantém-se para L'interieur. Perturbador e violento, é um filme que decerto agradará muita gente.

Esta produção conta a história de Sarah, uma jovem grávida, que sofreu um acidente de carro em que o marido faleceu. 4 meses mais tarde, está sozinha na noite de Natal, noite esta que seria a última antes do suposto parto. Só que o descanso de Sarah é perturbado quando recebe a visita inesperada de uma misteriosa mulher
, que se recusa a ir embora. Desesperada, tenta chamar a polícia e faz de tudo para se proteger dos ataques, até que começa a sentir as primeiras contrações, para além de desconhecer que a mulher misteriosa pretende sair dali com o seu bebé...

O filme é absolutamente agonizante, e é bem capaz de deixar aquela sensação de azia duradoura após a sua visualização. É que extravasa completamente a nível de violência, suspense e gore. Atrevo-me a dizer que até é em demasia, acho que levaram isso demasiado ao extremo. Talvez pelo filme ser ligeiramente mais fraco a nível de argumento, tiveram a necessidade de exagerar o nível de brutalidade para compensar o facto do argumento ser desconexo. Sim, porque apesar de tudo, existem cenas um bocado forçadas e sem sentido
. No entanto, L'interieur é um filme que incomoda bastante, no bom sentido, pois inevitavelmente o espectador vê-se colado ao ecrã a seguir a evolução da história, porque de facto prende bastante e o clima de tensão que o filme gera não deixa ninguém indiferente. O filme assenta bastante na atmosfera que cria, que é de cortar a respiração!

O cinema francês está verdadeiramente repleto de talentos, isto porque Béatrice Dalle apresenta-se mais aterrorizante que nunca, e Alysson Paradis revela uma credibilidade incrível no seu desempenho. Alysson é a irmã mais nova de Vanessa Paradis, a mulher de Johnny Depp. Devo realçar novamente a performance de Béatrice Dalle, é que está absolutamente abismal e aterradora.

Para concluir, voltarei a repetir-me: é um filme altamente recomendável para fãs do género, especialmente para quem gosta de filmes pouco convencionais de violência excessiva. Este é para vocês!


EXAME


Realização: 7/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 7.2/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título Original: L'interieur
Título em Inglês: Inside
Título em Português: A Invasora
Ano: 2007
Realização: Alexandre Bustillo, Julien Maury
Actores: Béatrice Dalle, Alysson Paradis, Nathalie Roussel

Trailer do Filme:



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Se7en (1995)

Gula, Avareza, Preguiça, Luxúria, Orgulho, Inveja e Ira. São estes os sete pecados mortais, que serviram de tema para este brilhante thriller realizado por David Fincher e protagonizado por Brad Pitt e Morgan Freeman. Deparamos-nos com um horror completamente diferente; sem a necessidade de assustar com a violência agressiva e exacerbada, Se7en é brilhante e envolvente, com um ambiente de cortar à faca em que a tensão que nos transmite é quase insuportável. Temo ser conclusiva ao adiantar que é um filme que nos proporciona uma experiência e tanto, mas o facto é que constituiu uma revolução nos thrillers policiais, e hoje assume-se como um verdadeiro filme de culto.

Em Se7en acompanhamos os detectives Somerset (Morgan Freeman) e Mills (Brad Pitt), da divisão de Homicídios, uma dupla improvável que se depara com um serial killer (Kevin Spacey) que detém uma particularidade: mata suas vítimas de acordo com seus pecados, os sete capitais. Somerset e Mills tentam resolver este intrigante caso, desconhecendo que são o centro das intenções do serial killer.

Jamais se poderá considerar Se7en como um filme aborrecido. De tão intrigante que é, a necessidade de atenção constante revela ser um trunfo do filme, que chega a ser poderosíssimo nos detalhes. É um filme deveras explicativo, estruturalmente perfeito, mas que ainda assim consegue surpreender no final. Aliás, o filme é praticamente conhecido pelo seu final, pois por mais antecipação que gere, é inesperado e chocante. David Fincher revelou ser um grande mestre do suspense e, na minha opinião, é o melhor trabalho
do realizador. É no argumento que o filme mostra a sua verdadeira força: é inteligente, e muito bem conduzido por Fincher, pois é incansável na construção de uma atmosfera tensa e carregada, que chega a ser incomodativo e perturbador em algumas cenas. A fotografia e a trilha sonora não poderiam complementar o filme de melhor maneira, contribuindo para um ambiente acinzentado e pesado que provoca a sensação constante de ansiedade.

Claro está que o filme deve muito ao seu elenco. Kevin Spacey é indiscutivelmente dos actores mais ass
ombrosos de sempre, e a interpretação que faz de John Doe, é absolutamente visceral. Em relação a Brad Pitt, acho que é dos papéis que mais gostei de vê-lo, pois não está presente aquela constante apatia que vejo em outros filmes (não o considero um excelente actor, pois não transborda versatilidade). Morgan Freeman é um senhor, nem sei o que poderei dizer para enaltecê-lo. Simplesmente a interpretação fala por si própria.

Com um argumento original, excelentes actuações e uma realização competente, Se7en detém todas as qualidades imagináveis. Creio que Fincher criou dos mais espectaculares e sólidos suspenses, com um final insuperáv
el. Mais que recomendado!

EXAME


Realização: 8/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 8.4/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título Original: Se7en
Título em Português: Se7en - Sete Pecados Mortais
Ano: 1995
Realização: Wolfgang Petersen
Actores: Brad Pitt, Morgan Freeman, Kevin Spacey, Gwyneth Paltrow

Trailer do Filme:


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Das Boot - A Odisseia do Submarino 96 (1981)


"40 000 men were sent out on German U-boats... 30 000 never returned." 

O Nazismo vende. A Segunda Guerra Mundial também. E muito: é um tema inesgotável; seja pelo facto de nos fascinar e transcender, seja pelo facto de querermos entendê-lo. É também verdade que esta temática já rendeu bastante para o cinema,e já em 1981 isso aconteceu. Das Boot, em português A Odisseia do Submarino 96, tornou-se um sucesso instantâneo e hoje em dia é consagrado como obra-prima, um verdadeiro clássico de filmes sobre a Segunda Guerra Mundial.

1941. La Rochelle, na França ocupada. A 2ª Guerra Mundial está no auge. A jovem tripulação alemã dum submarino classe U tem a sua noite de despedida antes de se fazerem ao mar; bebem, dançam, divertem-se como se amanhã não existisse, pois sabem que dos 40.000 tripulantes alemães do submarinos, somente 10.000 regressarão vivos a casa. No mar, os primeiros dias são passados facilmente, mas após algum tempo naquele tubo de ferro, os homens tornam-se irascíveis e claustrofóbicos.

O filme foi escrito e realizado pelo cineasta alemão Wolfang Petersen (que em 2004 realizou o filme Tróia). A realização é soberba e inteligente: Petersen consegue narrar a história de jovens soldados, entusiasmados pela missão e atraídos pela propaganda nazi, que lentamente se vêm num ambiente claustrofóbico e suicida. Somos levados ao extremo com este filme, Wolfgang Petersen consegue transpôr para o grande ecrã a angústia e o desespero da tripulação, que lutam entre a vida e a morte numa cansativa claustrofobia no mar. Mostra-nos realmente a realidade da guerra. Existe um óptimo trabalho a nível de câmara, que consegue oferecer um ambiente espectacular.

Houve um trabalho imenso por parte do realizador, para tornar este filme perfeito a nível técnico. Primeiramente, Petersen preocupou-se com o rigor histórico. Seguidamente, teve a preocupação de filmar maioritariamente em cenários reais: filmar dentro de um submarino revelou ser um desafio para a cinematografia, mas valeu muito a pena. Outro aspecto bastante interessante foi o facto de Petersen ter tido o cuidado de filmar as cenas na ordem correcta, de modo a captar as mudanças físicas dos actores. O realizador leva o público por uma viagem incrível, viagem essa que nos mostra soldados a perderem a sua individualidade a cada dia que passa. O argumento está muito bem escrito, a missão é narrada de maneira pormenorizada. Poderão contar com todos os momentos: aborrecimento, esperança, angústia, medo, tensão, desespero. Neste filme existe uma análise de diversos temas, como o patriotismo e o heroísmo, como também a condição psicológica humana. 
Este filme não é meramente um filme sobre submarinos, mas sim um filme sobre o lado nazi da guerra. Talvez por ser o lado mais difícil de dissecar, torna-se no mais interessante. É daqueles filmes que re

almente tocam e mexem cá dentro. É intenso saber que toneladas de água pressionam o submarino, pressão essa análoga ao desespero dos soldados que, num lugar tão claustrofóbico, estão em constante alerta com a ameaça do inimigo que pode pôr término às suas vidas. O filme transborda de suspense, que cresce exponencialmente e tem uma cena final arrebatadora. O filme é longo, sim- vi uma versão de 200 minutos- mas vale o tempo.
A nível de cinematografia, este filme está muito bom, e tem umtrabalho de edição incrível. Tem uma magnífica fotografia e consegue proporcionar-nos um ambiente claustrofóbico e ao mesmo tempo um intencional “aborrecido”. A nível de performances por parte dos actores, só posso dizer bem. Todos são fantásticos, interpretando cada personagem muito bem. Destaco Jürgen Prochnow que interpreta o Capitão Henrich Lehmann-Willenbrock, está impressionante.
Das Boot tem todas as qualidades de um excelente filme de guerra, e a sensação de "meu deus, agora é o fim - oh não, a tensão continua!" é constante. Recomendo vivamente este grande clássico e obrigatório filme, que nos transmite com bastante veracidade o terror passado nos submarinos durante a guerra.


EXAME 

Realização:
9/10
Actores:
9/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo:
8/10
Fotografia: 8/10 Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8/10


Média Global: 8.5/10 

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação


Título Original:
Das Boot
Título em Português:
A Odisseia do Submarino 96
Ano:
1981
Realização:
Wolfgang Petersen
Actores:
Jürgen Prochnow, Herbert Grönemeyer, Klaus Wennemann

Trailer do Filme:





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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Rise of the Planet of the Apes (2011)

   O filme original desta saga estreou em 1968 e rapidamente se tornou num filme deveras respeitado. Sendo assim, quando soube que Rise of the Planet of the Apes ia estrear, não foi difícil para mim colocar a seguinte questão: para quê reinventar um filme que já tinha sido anteriormente reinventado na década de 70 e mais recentemente em 2001 por Tim Burton, ainda para mais quando esta última não foi particularmente bem sucedida? Pensei "secalhar não deviam mexer mais na ferida". Porém, com uma agradável surpresa me deparei, isto porque Rise of the Planet of the Apes revela ser uma lufada de ar fresco, especialmente quando está inserido numa época onde a maior parte dos filmes se têm revelado uma desilusão (este Verão está a ser para esquecer na indústria cinematográfica...). Esta nova série permitiu corrigir alguns erros da série original, no entanto, não está isento de alguns erros fulcrais que não permitem ao filme atingir o estatuto de filme de culto. Mas sobre isso, falarei mais à frente. A história é evidente, para quem conhece a saga. Esta prequela centra-se em Will Rodman (James Franco) um cientista que tem como objectivo encontrar uma cura para o Alzheimer, doença esta que afecta o seu pai (John Lithgow). Para isso, está a desenvolver o produto Alz - 112, e começa os testes em chimpanzés. No entanto, começam a manifestar-se efeitos secundários imprevisíveis, tais como o desenvolvimento de uma inteligência extraordinária. Só que um incidente ocorre que faz com que o projecto seja posto de lado, para desagrado de Will e os seus colaboradores. É ordenado o abate de todos os chimpanzés, só que Will irá em segredo adoptar o chimpanzé Caesar (Andy Serkis), de longe sabendo que estaria a criar o futuro líder da revolução dos macacos.  

   Como em qualquer outra prequela, é inevitável o conhecimento do que vai acontecer no futuro, o que permite acompanhar muito mais de perto o desenvolvimento de Caesar. Esta inevitabilidade revela ser um ponto forte da película na medida em que capta muito mais a atenção dos espectadores. Pessoalmente entristeceu-me um bocado porque ainda rondava os 10 minutos de filme e já estava eu a bradar aos céus "porquê???". Enfim, um pequeno exemplo que demonstra a intensa ligação emocional que se cria com a personagem principal do filme. O argumento é inteligente e bem conseguido, não obstante estar rodeado de clichès, mas é a sua estrutura que me incomoda. Considero que o filme não está bem estruturado sequencialmente, isto porque há segmentos do filme em que são dadas excessiva importância em detrimento de outras. Sendo mais específica, penso que o final do filme é muito apressado, é como se fosse um final "porque sim". Pareceu-me um pouco vazio, e o sentimento de "soube a pouco" é inevitável. Acho que uma pessoa sai do cinema na ideia de que esperava mais da conclusão do filme... No entanto considero que o realizador Rupert Wyatt constrói bem a história de início, na medida em que enriquece bem os primeiros três quartos do filme, com um bom desenvolvimento das personagens que permite ao espectador a tal ligação emocional. 


   E claro está que a espectacularidade do filme reside muito nos seus efeitos especiais. Penso que o CGI está bem utilizado sem nunca se tornar excessivo. Andy Serkis, que anteriormente já tinha trabalhado desta maneira em Lord of The Rings (interpretando Gollum) e em King Kong, ultrapassa completamente qualquer actor sem dizer uma única palavra. Será demais dizer que um actor num fato azul a imitar um macaco é um excelente actor? Evidentemente que não. Andy Serkis proporciona-nos uma brilhante interpretação de Caesar, que deve mesmo ser sublinhada, pois faz o filme todo. Uma mais pobre ou menos realista interpretação da personagem deitaria todo o filme por água abaixo. Há que dar muito mérito a Andy Serkis pela excelente performance. Relativamente a James Franco, acho que foi competente, mas competente apenas. Não me parece que se tenha destacado propriamente, mas esteve bem. 

   Em suma, é um filme de topo que, no entanto, deve emendar alguns erros para assim permanecer, caso se invista numa possível sequela. É um filme que recomendo, deve mesmo ser visto pois é uma obra que se afirma como puro entretenimento. 

EXAME

Realização: 7/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 7/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Efeitos/Fotografia: 9/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 7.5/10

Crítica feita por Sarah Queiroz

Informação

Título Original: Rise of the Planet of the Apes
Título em Português: O Planeta dos Macacos - A Origem
Ano: 2011
Realização: Rupert Wyatt
Actores: James Franco, Andy Serkis, Freida Pinto, John Lithgow

Trailer do Filme:

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Super 8 (2011)

"It arrives."

Aliança de Steven Spielberg de J.J. Abrahms?
Fasten your seat belts, vai ser o melhor filme do ano! Bom, não é bem assim. Super 8 é um filme avassalador ao início, promete e promete, mas que no fim não corresponde às expectativas iniciais; até parece ser realizado por um realizador diferente. Super 8 corresponde a um filme de espectativas paradoxais: por um lado, esperava-se muito pior, pois hoje em dia vivemos numa década em que os apenas os efeitos especiais e clichés suportam os filmes; por outro lado, esperava-se muito melhor do criador de Alias, Lost e Fringe.
A história é simples mas eficaz. No Verão de 1979, um grupo de amigos testemunha um trágico desastre de comboio enquanto filmavam uma curta-metragem. O grupo de
pressa se apercebe que afinal não foi apenas um acidente. Pouco tempo depois, desaparecimentos e situações inexplicáveis começam a ocorrer e as entidades locais tentam descobrir a verdade, revelando ser algo mais aterrorizador do que alguma vez se tinha pensado.

O filme foi realizado pelo grande J.J. Abrahms, que nos presenteou com magníficas séries como Lost e nos deu a nova e excelente versão de Star Trek.Muita gente concordará comigo quando afirmo que Super 8 parece ser um fan made movie a Steven Spielberg. Este último é uma grande inspiração para o realizador e isso nota-se durante o filme.Todo o ambiente de Super 8 imediatamente nos transporta para a década de 70 e outras décadas de clássicos de Steven Spielberg. O filme tenta recriar a inocência da idade de ouro, e é uma ode de amor à indústria cinematográfica. Super 8 pode não ter uma história propriamente original, mas tem algo que o Cinema há muito nos deixou de trazer: uma história concreta e familiar, aventura e mistério, características típicas dos filmes clássicos de Spielberg. É de facto com nostalgia que assistimos a Super 8.

O conjunto da realização de JJ Abrahams com a produção de Steven Spielberg só prometia ser avassalador e, claro, JJ Abrahms fez um bom trabalho, porém um pouco decepcionante à medida que o filme atinge o clímax.Gostei particularmente de alguns detalhes, como os posters de filmes clássicos (Star Wars) e também que as crianças fossem grandes fãs da Sétima Arte e estivessem a filmar um zombie movie inspirado em George A.Romero.

Creio que o filme começa com uma boa premissa e uma narrativa que nos deixa bastante intrigados: a história vai sendo exposta de uma maneira gradual e que realmente nos prende. Contudo, chega a ser decepcionante em alguns pontos. Super 8 não chega a corresponder às expectativas iniciais, que são elevadíssimas pela simplicidade da história. De repente o filme perde-se na sua alta produção e “esbanja” efeitos especiais em demasia que contrastam com a suposta simplicidade do início. Sim, a estética dos anos 70 está aliada a efeitos visuais modernos; contudo, chega a ser exagerado e desse modo temos um útimo acto bastante cliché, que cai no poço de blockbusters.

A nível de performances dos actores, é de salientar os jovens actores. Todas as interpretações são bastante credíveis e superam as dos actores seniores. De facto, mal sentimos a juventude do elenco, parece que estamos perante um grupo de actores profissionais. Destaco Elle Fanning, que tem um talento enorme e que promete vir a ser uma grande estrela.

Concluindo, destaco em Super 8 a agradável surpresa que foi, contudo não esperem que seja o clássico e o filme brilhante que prometia ser. O seu final meio "despachado" e cliché estragam um pouco os primeiros oitenta minutos que prometiam um outro clímax. Mesmo assim, creio que passarão um serão agradável.


EXAME

Realização:
7/10

Actores:
8/10

Argumento/Enredo:
6.5/10

Duração/Conteúdo:
7/10
Efeitos/Fotografia: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média Global:
7/10

Crítica feita por
Joana Queiroz

Informação


Título Original:
Super 8

Título em Português:
Super 8

Ano:
2011

Realização:
J.J.Abrahams

Actores:
Elle Fanning, Amanda Michalka,Kyle Chandler

Trailer do Filme