quinta-feira, 15 de novembro de 2012

The Twilight Saga: Breaking Dawn Part 1 (2011)


E o amanhecer lá conseguiu superar o eclipse anterior.

As críticas especializadas quase que assassinaram The Twilight Saga: Breaking Dawn Part 1. Para quem leu a minha crítica de Eclipse, sabe que eu estava a aguardar por um amanhecer para que as coisas melhorassem, pois saí desiludida após uma eclipsada narrativa daquelas. Facto é que acabei por gostar do quarto filme - li os livros e achei que este está bastante fidedigno. Atenção que não estou a dizer que o filme é algo de grandioso, porque obviamente não é devido a falhas estruturais que já têm a ver com a própria autora dos livros. Toda a saga twilight, incluindo este capítulo, é todo um trabalho feito para um público alvo que sabe exactamente o que vai ver e que certamente irá sair satisfeito da sessão - posto isto, não é ciência nenhuma perceber que agradará os fãs da saga mas não provocará qualquer impacto para os restantes.
Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) enfim se casam, num casamento todo bonito. O casal resolve passar a lua de mel no Rio de Janeiro e, logo em seguida, Bella engravida. O que eles não esperavam era que a gravidez seria tão complicada, colocando em risco a vida do bebé e da própria mãe.

Se houve uma evolução a nível narrativo e estrutural das problemáticas? Não, porque apesar de a história ser outra ficamos com a sensação que é sempre no triângulo amoroso que tudo gira; mesmo quando é óbvio que a rapariga é obcecada por Edward esta não hesita nos olhares ridículos a Jacob. O que acontece é que tudo isso já está mais que explorado e ficamos mais do que fatigados. O trio principal encontra-se de certa maneira sempre na mesma linha e sem grande espaço para crescer - e é nesse sentido que me sinto especialmente curiosa para a parte 2 deste amanhecer porque veremos uma nova Bella (e talvez uma nova Kristen Stewart). Contudo, a inserção de uma nova problemática - a gravidez - acabou por assumir uma dualidade intrigante. Por um lado, é algo de novo e conduziu a um último acto bastante poderoso, sendo o ponto mais alto da película e que vale pelo filme inteiro: é muito intenso e deixa o espectador curioso para ver o que vai acontecer a seguir. Por outro lado, acaba por ser algo descabido, desesperado e muito improvável. A ver se me explico melhor: na minha opinião, os vampiros sendo mortos não têm libido e mesmo de tivessem o seu acto não resultaria em fecundação.  Nesse sentido, a inserção da gravidez acaba por ser um pouco absurda, mas isso é já uma falha de Stephanie Meyer. A mitologia de vampiros acaba por ser completamente alterada (o que já era em capítulos anteriores, com os vampiros a brilharem e tudo mais), mas não a censuro por completo. Stephanie Meyer criou o seu próprio universo de vampiros, portanto é ela que dita as regras. Absurdo ou não, cabe ao espectador decidir. Neste filme não há tanta acção, havendo alguma que chega a causar emoções no espectador, mas que considero um pouco desenchabida.

Apesar das falhas a nível de argumento e toda a estrutura narrativa, o realizador Bill Condon consegue trazer elementos muito positivos. Por exemplo, a película triunfa com os artíficios visuais: a transformação da protagonista conta com bons e intensos efeitos, mas estes ainda estão mais voltados para o wolf pack. Kristen Stewart e Robert Pattinson encontram-se melhorzinhos neste capítulo, mas devo dizer que Taylor Lautner é mesmo o mais forte. Como já referi em críticas anteriores, é no elenco secundário que vemos as mais credíveis actuações, destacando Billy Burke como o pai de Bella, que faz sempre despertar um sorriso nos lábios. A fotografia está igualmente bem trabalhada e destaco os cenários, que neste filme são lindíssimos.

Este filme não é de todo indicado para toda a gente, bem longe disso. Para quem não gostou dos capítulos anteriores está mais do que solidificada e cozinhada a ideia de que não gosta da premissa de vampiros e lobos rodeados de romance estranho. Para quem gostou dos capítulos anteriores claro que vai gostar deste - tem todos os elementos - e vão desesperar para ver a parte 2.  Agora, é um filme que ultrapassou a barreira do medíocre em que o anterior se encontrava? Sim. Se a nível de produção, progressão da narrativa e performances é mais fraco do que aquilo que o cinéfilo deseja? Sim, mas lá está: toda a saga twilight é um trabalho que só agradará um determinado público alvo -a todas as pessoas que leram e gostaram da saga literária.

EXAME

Realização: 5/10
Actores: 6/10
Argumento/Enredo: 4/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Efeitos/Fotografia: 8/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 6/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português : A Saga Twilight : Amanhecer Parte 1
Título Original: The Twilight saga: Breaking Dawn Part I
Ano: 2011
Realização: Bill Condon
Argumento (baseado no livro de): Stephanie Meyer
Actores: Kristen Stewart, Taylor Lautner, Robert Pattinson , Billy Burke

Trailer:





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Twilight (2008) , por Sarah Queiroz
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