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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Óscares 2012


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A Academia de Hollywood realizou ontem em Los Angeles a sua tradicional cerimónia de entrega das estatuetas douradas, sendo o maior acontecimento anual da indústria cinematográfica. Esta gala prometia ser melhor que a do ano passado, só mesmo pelo facto de ser o lendário Billy Crystal a apresentá-la. Este magnífico senhor foi o mestre da cerimónia pela nona vez, sempre com o seu humor clássico e
típico. Foi uma abertura razoável, mas nunca esquecerei a entrada de Hugh Jackman.

De uma maneira geral, foi uma gala sem grandes surpresas - muito sóbria - com Óscares previsíveis que confirmaram o favoritismo (principalmente nas principais categorias).
Rango ganhou o Óscar de Melhor Animação: na ausência de TinTin, tinha que ser este a ganhar! Octavia Spencer ganha Melhor Actriz Secundária, muito comovida, e Christopher Plummer é galardoado com o Óscar de Melhor Actor Secundário, sendo assim o actor mais velho a ganhar um (com 83 anos).
Martin Scorcese não foi galardoado com o Óscar de Melhor Realizador, mas sim Michel Hazanavicius, visionário de The Artist. Já estava à espera que The Artist tivesse algum brilho numa das principais categorias, incluindo Melhor Actor. A elegante Natalie Portman revelou o previsível vencedor do Ós
car para Melhor Actor Principal: Jean Dujardin, que iniciou o seu discurso dizendo "I love your country!".


Confesso que adoraria ver Gary Oldman a levar a estatueta dourada para casa, mas o adorável francês era o favorito. O grande Colin Firth apresentou as nomeadas para a estatueta dourada de Melhor Actriz, revelando a incontestável vencedora: Meryl Streep em The Iron Lady (este filme venceu os dois óscares). The Artist acabou por levar o Óscar para Melhor Filme, sem surpresa alguma.


Estava com um desejo enorme que fosse uma gala com surpresas e que Hugo não "roubasse" tantos óscares nas categorias técnicas. As maiores surpresas para mim foram os Óscares de Melhor Montagem, que foi para The Girl with the Dragon Tattoo - estava à espera que fosse para The Artist. Relativamente a Melhor Fotografia, esperava que The Three of Life arrecadasse o Óscar, tendo como segunda alternativa The Artist. Mas no fundo sabia que iria para Hugo.

Apesar de ter estado em pé de igualdade com Hugo, considero que The Artist foi o grande vencedor da noite. Ah, e coitadinho do Spielberg. Mas já era expectável, não era?



MELHOR FILME

The Artist
The Descendants
Extremely Loud & Incredibly Close
The Help
Hugo
Midnight in Paris
Moneyball
The Tree of Life
War Horse


MELHOR REALIZADOR

Michael Hazanavicius por "The Artist"
Alexander Payne por "The Descendents"
Martin Scorsese por "Hugo"
Terrence Malick por The "Tree of Life"
Woody Allen por "Midnight in Paris"


MELHOR ACTOR PRINCIPAL

Demian Bichir em "A Better Life"
George Clooney em "The Descendants"
Jean Dujardin em "The Artist"
Gary Oldman em "Tinker Tailor Soldier Spy"
Brad Pitt em "Moneyball"


MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL

Glenn Close em "Albert Nobbs"
Viola Davis em"The Help"
Rooney Mara em "The Girl With the Dragon Tattoo"
Meryl Streep em "The Iron Lady"
Michelle Williams em "My Week With Marilyn"


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

Kenneth Branagh em "My Week With Marilyn"
Jonah Hill em "Moneyball"
Nick Nolte em "Warrior"
Christopher Plummer em "Beginners"
Max Von Sydow em "Extremely Loud & Incredibly Close"


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

Bérénice Bejo em "The Artist"
Jessica Chastain em "The Help"
Melissa McCarthy em "Bridesmaids"
Janet McTeer em "Albert Nobbs"
Octavia Spencer em "The Help"


MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL

The Artist (Michel Hazanavicius)
Bridesmaids (Annie Mumolo & Kristen Wiig)
Margin Call (J.C. Chandor)
Midnight in Paris (Woody Allen)
A Separation (Asghar Farhadi)



MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO

The Descendants (Alexander Payne, Nat Faxon & Jim Rash)
Hugo (John Logan)
The Ides of March (George Clooney, Grant Heslov & Beau Willimon)
Moneyball (Steven Zaillian & Aaron Sorkin)
Tinker Tailor Soldier Spy (Bridget O'Connor & Peter Straughan)


MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

A Cat in Paris
Chico & Rita
Kung Fu Panda
Puss in Boots
Rango


MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Bullhead (Bélgica)
Footnote (Israel)
In Darkness (Polónia)
Monsieur Lazhar (Canadá)
A Separation (Irão)


MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Man or Muppet de "The Muppets"
Real in Rio de "Rio"


MELHOR BANDA-SONORA ORIGINAL

The Adventures of Tintin (John Williams)
The Artist (Ludovic Bource)
Hugo (Howard Shore)
Tinker Tailor Soldier Spy (Alberto Iglesias)
War Horse (John Williams)


MELHOR DIRECÇÃO ARTÍSTICA

The Artist
Harry Potter and The Deathly Hallows Part II
Hugo
Midnight in Paris
War Horse


MELHOR FOTOGRAFIA

The Artist
The Girl With The Dragon Tattoo
Hugo
The Tree of Life
War Horse


MELHOR GUARDA ROUPA

Anonymous
The Artist
Hugo
Jane Eyre
W.E.


MELHOR MONTAGEM

The Artist
The Descendants
The Girl With The Dragon Tattoo
Hugo
Moneyball


MELHOR CARACTERIZAÇÃO

Albert Nobbs
Harry Potter and The Deadly Hallows Part 2
The Iron Lady


MELHOR MISTURA DE SOM

The Girl With The Dragon Tattoo
Hugo
Moneyball
Transformers: Dark of The Moon
War House


MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Drive
The Girl With The Dragon Tatoo
Hugo
Transformers: Dark of The Moon
War House


MELHORES EFEITOS VISUAIS

Harry Potter and The Deathly Hallows Part 2
Hugo
Real Steel
Rise of the Planet of the Apes
Transformers: Dark of the Moon


MELHOR DOCUMENTÁRIO

Hell and Back Again
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina
Undefeated


MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA METRAGEM

The Barber of Birmingham: Foot Soldier of The Civil Rights Movement
God is The Bigger Elvis
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Tsunami and The Cherry Blossom


MELHOR CURTA METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Dimanche/Sunday
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
La Luna
A Morning Stroll
Wild Life


MELHOR CURTA METRAGEM DE IMAGEM REAL

Pentecost
Raju
The Shore
Time Freak
Tuba Atlantic


Número de Óscares:


The Artist - 5

Hugo - 5

The Iron Lady - 2

The Girl with the Dragon Tattoo - 1

Midnight in Paris - 1

The Help - 1

The Descendents - 1

Rango - 1

The Muppets - 1

A Separation - 1

The Tree of Life - 0

War Horse - 0

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por Joana Queiroz



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

The Girl with the Dragon Tattoo (2011)

A versão americana de algo mais espantosa de sempre.

Existem sempre personagens que nos fascinam, seja em livros ou em filmes. Se no masculino personagens como Darth Vader, Joker, Jack Torrance, Hannibal Lecter ou Neo dão-me a volta à cabeça, no feminino Ellen Ripley, Shoshanna Dreyfus, Hermione Granger, Nina Sayers e Leia Organa têm o efeito a dobrar. Assim, a personagem de Lisbeth Salander não é excepção. É a anti-heroína, escondida de uma sociedade que não a aceita. Esta personagem é brilhantemente interpretada na versão sueca, como também nesta nova versão de Fincher. A incursão ao mundo do crime por este realizador não constitui surpresa, dado que o realizador tem um carinho por esse género; vejamos então “Seven” ou “Zodiac”. O cineasta norte-americano baseou-se no best seller de Stieg Larsson para fazer o seu filme, dizendo mesmo que não se trata de um remake mas sim uma versão alternativa aos escritos de Larsson. Para quem tinha visto os filmes suecos, era natural uma ligeira desconfiança aquando o announcement da versão americana. É compreensível, devido ao historial de versões americanas absolutamente desprezíveis. Contudo, quando li que seria David Fincher à frente do projecto fiquei mais aliviada. Agora verifico que o meu alívio não foi totalmente em vão: “The Girl With The Dragon Tattoo” de David Fincher é competente, oferecendo-nos uma viagem alucinante repleta de interessantes investigações e personagens. Aliás, o que torna este filme tão magnífico é mesmo a visão de Fincher. O realizador filma de modo vivido e visceral o que Larsson tão cruamente escreveu. Fincher tem um dom nato de prender a atenção do espectador por inteiro, e durante as quase três horas que passam a voar.

Todavia, um pequeno sentimento de "desilusão" surgiu. Estava à espera de algo ainda mais visceral e chocante; sim, existem cenas perturbadoras que poderão chocar principalmente o público feminino, mas confesso que pensava que seria ainda mais intenso, até mesmo por ser Fincher a realizá-lo. Desta maneira, trata-se de um thriller negro perfeitamente normal, com alguns minutos perturbadores (que aí sim, divergem do protótipo de filme convencional), e não o filme mais perturbador da década como prometido. Outro aspecto mais negativo desta obra é o argumento por vezes demasiado enrolado.

Abordando de novo os aspectos positivos, devo referir que a sequência de créditos iniciais é absolutamente fabulosa. Injecta uma dose de adrenalina para o filme inteiro! 
Relativamente a performances, é imperativo afirmar que a interpretação de Rooney Mara é brilhante, e não é pela surpreendente transformação física a que foi submetida. Ela personifica intensamente o furacão que Lisbeth Salander é, ofuscando um tímido Daniel Craig, que não deixa de assumir habilmente o encantador Mikael Blomkvist, e um forte e credível Stellan Skarsgard. Afirmo sem qualquer dúvida que talvez sem a interpretação de Rooney Mara o filme não seria o fenómeno que é.

Em síntese, The Girl with the Dragon Tattoo tem os seus pontos fortes na intensa banda-sonora da dupla Trent Reznor/Atticus Ross, que nos envolve numa sufocante atmosfera de mistério e dor, e na interpretação de Rooney Mara. Mal posso esperar para os próximos dois filmes. É um filme sólido e magnífico, mas não posso deixar de aconselhar aos mais interessados para verem a versão sueca.

Como disse anteriormente, David Fincher injecta-nos com uma dose de adrenalina logo ao início, com a sequência inicial. Feel free to watch it here.

EXAME

Realização: 8/10
Actores: 9/10
Argumento/Enredo: 8/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Banda sonora: 9/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 8/10

Média Global: 8.3/10

Crítica feita por Joana Queiroz


Informação

Título em português: Millenium 1 - Os Homens Que Odeiam as Mulheres
Título Original: The Girl With the Dragon Tattoo
Ano: 2011
Realização: David Fincher
Actores: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer

Trailer:

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Hugo (2011)


Fiquei surpreendida quando descobri, da primeira vez que ouvi falar de Hugo, de que se tratava de um filme por Martin Scorsese. Digamos que o cineasta é conhecido por obras completamente diferentes, no que toca ao género cinematográfico. Estamos a falar do cineasta por detrás de Taxi Driver e Cape Fear, por exemplo. No entanto, apesar de Scorsese se apresentar num registo claramente diferente ao que nos habituou, isso não invalida a qualidade, pois é um filme que possui a mesma força que obras anteriores, sendo repleto de magia, emoção, sentimento e nostalgia. A realização magistral de Scorsese é dos pontos mais elevados do filme, não se esperando outra coisa.


Sinopse (PUBLICO): Hugo Cabret, de 12 anos, foi criado pelo pai viúvo, cujo trabalho era cuidar do grande relógio da estação de comboios de Montparnasse. Quando este morre inesperadamente num incêndio, Hugo vai viver com o seu tio. Mas, pouco tempo depois, o parente desaparece sem deixar rasto. O rapaz vê-se então obrigado a viver em segredo no interior das paredes da gare. Enquanto sobrevive à custa de esmolas e pequenos roubos, tenta arranjar o autómato do seu pai, seguro de que depois de terminado lhe trará uma mensagem. É então que conhece Isabelle, uma menina que, tal como ele, vive em quase reclusão e abandono em casa do seu tio, um misantropo e sorumbático dono de uma loja de brinquedos. Estranhamente, Isabelle tem a chave em forma de coração que encaixa na pequena fechadura do autómato. Assim, com a amizade de Isabelle, Hugo acaba por viver a maior aventura da sua vida e aprender uma lição muito importante sobre os outros e sobre si mesmo.



O filme é incrivelmente fantástico e adorável. Hugo é uma história singular, sobre um rapaz especial. E o certo é que, apesar de centrar-se na história do próprio rapaz, ainda homenageia a sétima arte e é um filme que faz sonhar. Faz-nos acreditar que tudo é possível. É muito inspirador e cativante: durante o filme, e nem que seja apenas por esses minutos, passamos a ver o mundo de maneira diferente. É nostálgico, ou melhor ainda, "tragicamente belo". Mas claro está que tem os seus pontos negativos. Enquanto mergulhamos apaixonadamente pela história de Scorsese, não são poucas as vezes em que nos sentimos à deriva, isto é, o facto de ser ligeiramente extenso pode fazer com o que a película se torne ligeiramente cansativa ou aborrecida. E também não consegue fugir à previsibilidade característica deste tipo de filmes... Sinceramente esperava mais originalidade, mas claro está que não ofusca o brilhantismo da obra. Porque apesar destas falhas, o resultado final consegue atenuar esses erros. Mas erros mínimos quando comparados com os aspectos positivos que surpreenderam!


O principal elemento surpresa foi, definitivamente, o visual. Eu sou sempre suspeita no que toca a falar de lançamentos de filmes em 3D, porque não sou grande fã, devo confessar. Mas há já vários filmes que provaram que a técnica 3D funciona de forma deslumbrante e com profundidade, sendo Hugo um deles. O filme funciona na perfeição no elemento visual em 3D perfeito, coadjuvando-se com uma magnífica fotografia, edição de som e banda sonora. Nessa medida, é imensamente competente tanto a nível visual como sonoro.

Na generalidade, o elenco é bastante bom e credível. Asa Butterfiel proporciona das performances mais memoráveis a que tive oportunidade de assistir, fiquei verdadeiramente tocada com o jovem actor. Demonstrou um potencial imenso, e tenho quase a certeza que terá um futuro brilhante pela frente. Chloë Moretz também nos dá uma interpretação bastante respeitável, só que o sotaque dela consegue irritar solenemente. Ma

s não deixa de ser encantadora e cativante, o que leva a que o espectador sinta um inevitável carinho pela personagem. Ben Kingsley interpreta o melancólico mestre do cinema Georges Méliès. E quem melhor para interpretar tal personagem? Não há. Kingsley aqui está em todo o seu esplendor, completamente. É impossível não se estabelecer uma ligação com estas personagens, tão genuínas e deslumbrantes. E claro está, a vertente cómica do filme assenta em Sacha Baron Cohen, provavelmente mais conhecido em Borat.


Hugo é capaz de ser das maiores surpresas com que podemos ser deparados num cinema, não me surpreendendo de maneira alguma que tenha sido o filme mais nomeado aos Óscares. Sentir tal magia e ligação, confeccionada de uma maneira brilhante, é inegável. Impressionou-me essencialmente pela sua narrativa extraordinária. Os olhos podem ser os espelhos da alma, mas os filmes são as projecções dos nossos sonhos, segundo a visão de Scorsese. Quero evitar ser repetitiva, mas o filme contribui para a nossa vida de uma maneira particular que o torna inesquecível. É que acaba até por tentar explicar o que é a própria vida... Fantástico. Mais que recomendado.

EXAME

Realização: 9/10
Actores: 8.5/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Efeitos/Banda sonora: 9/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 9/10

Média Global: 8.6/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título em português: A Invenção de Hugo
Título Original: Hugo
Ano: 2011
Realização: Martin Scorsese
Actores: Asa Butterfield, Ben Kingsley, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen


Trailer:

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Detenção de Risco (2012)


Detenção de Risco é um filme que gira em torno de Tobin Frost (Denzel Washington), ex-operacional da CIA que se "rebelou" e é considerado um traidor do país, tendo andado em fuga durante os últimos dez anos. Só que foi capturado na África do Sul, sendo levado para uma safe house com o objectivo de obterem informações. O guardião dessa casa é Matt Weston (Ryan Reynolds), um jovem que vive ansioso pelo momento em que possa demonstrar o seu valor. Quando a casa é bombardeada por um misterioso comando, Matt é obrigado a improvisar, conduzindo o prisioneiro para um novo local seguro. E é então que, entre os dois, surge uma cumplicidade. A questão que se coloca é ate que ponto Matt poderá confiar ou acreditar em Frost, que supostamente é um criminoso procurado?

O argumento tenta centrar-se na relação entre Matt e Frost, mas acaba por ter diversas distracções narrativas que culminam em falhas estruturais bastante elevadas. Não é que não se perceba a história. Aliás, o filme tenta ser complexo, mas no fim até é bastante simplista. Só que falha na construção sequencial de uma história, com pés e cabeça. O mais provável é o problema residir no facto do filme assentar na fórmula mágica e explosiva dos filmes de acção, com os maravilhosos twists e perseguições, que acabam por distrair os espectadores das falhas a nível de argumento. Pode ser que o propósito tenha sido mesmo esse, pois
Detenção de Risco cumpre o propósito de entreter. Até é difícil explicitar o que poderá faltar ao filme; O certo é que falta algo para poder destacá-lo dos demais filmes de acção.

Mas dou algum mérito ao realizador, Daniel Espinosa, por ter tentado. É mais que evidente que Espinosa realmente tentou proporcionar um filme de acção ao nível da saga
Bourne. Mas o que é demais cansa, e acaba por ser uma tentativa demasiado forçada. O filme falha em bastantes níveis, tanto no que diz respeito aos diálogos como na própria cinematografia e edição (o uso de shaky-cam é exagerado!). Esperava-se mais.

Denzel Washington é bem capaz de ser o único trunfo do filme. Tobin Frost é uma personagem muito bem interpretada pelo actor, mas também não se esperava outra coisa. Em relação a Ryan Reynolds, não é que esteja mal, mas falta-lhe a credibilidade, e a personagem que interpreta não é assim muito interessante. O problema é, como já evidenciei, o próprio argumento e o péssimo desenvolvimento das personagens, o que não permite a tão grandes actores como Sam Shephard, Vera Farmiga, Brendan Gleeson, e Robert Patrick mostrarem o seu verdadeiro valor.

O problema de filmes assim é que, apesar das enormes falhas a nível substancial, são filmes que continuam a entreter. A minha sugestão para poderem apreciar o filme é deixarem o lado racional em casa e apreciarem a vertente máxima de acção do filme. Claro está que vai revelar-se complicado... Portanto é capaz de não valer muito a pena.


EXAME

Realização: 5/10
Actores: 7.5/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 5/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 6/10

Média Global: 5.9/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título em português: Detenção de Risco
Título Original: Safe House
Ano: 2012
Realização: Daniel Espinosa
Actores: Denzel Washington, Ryan Reynolds, Sam Shephard, Vera Farmiga, Brendan Gleeson, e Robert Patrick

Trailer:


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Underworld 4: Awakening (2012)

Confesso que sou fã da saga Underworld: Antes de mais, acho a Kate Beckinsale uma excelente actriz, para além de ser lindíssima é claro; Por outro lado, sempre considerei esta saga como a melhor em termos de acção na temática vampírica, ao mesmo tempo que era substancialmente rico em argumento. Infelizmente, a quarta parte desta saga desceu na minha consideração, especialmente no que toca ao último ponto. Em uma palavra, poderia caracterizar este filme como incoerente.

Kate Beckinsale está de volta como Selene que, após conseguir escapar de um cativeiro de 12 anos, depara-se com uma realidade inesperada: descobertos pelos humanos, os clãs de vampiros e lobisomens são perseguidos e caçados como animais selvagens, querendo salvar-se ambas as espécies do extermínio total. Para além disso, Selene descobre que tem uma filha híbrida...


Não há verdadeiramente uma história central que valha a pena ser discutida; E é esse o problema do filme. Ao ter um desenvolvimento narrativo bastante fraco, que assenta basicamente em cenas de acção desmesuradas que acabam por ser extensas demais, o filme torna-se pouco envolvente, o que faz com que rapidamente se perca o interesse. Para além do mais, está repleto de clichés, o que demonstra uma grande falta de originalidade. Claro que mostrou ser ligeiramente mais ambicioso (as cenas de acção, a melhoria relativamente aos Lycans, etc.) do que os seus antecessores, mas isso não significa que os supere em qualidade. Aliás, longe disso, o que me desiludiu imenso. Estava expectante que o regresso da saga conferisse e sublinhasse o brilhantismo dos seus antecessores. Não aconteceu: A falta de coerência é imensa, parece-me que o objectivo deste filme foi destruir o que foi construído nos dois primeiros. Acho que Underworld: Awakening "desmistificou" os dois primeiros. Não gostei particularmente, apesar de previsível, da introdução dos humanos à história. Simplesmente somos brindados com 90 minutos de violência, o que faz com que Underworld seja um verdadeiro teste à nossa paciência. Por isso é que é achei bastante surpreendente Beckinsale ter aceite regressar ao papel por ter sido convencida pelo script!

Por falar na actriz, fiquei seriamente desapontada por Kate Beckinsale ser a única actriz a voltar
a desempenhar o papel, esperava poder contar com Scott Speedman na interpretação de Michael Corvin. O certo é que as outras performances são esquecíveis... O desenvolvimento das personagens é ridículo, há pouca substância inerente às mesmas. Kate Beckinsale é, de facto, o único atractivo do filme, e é claro que podemos contar com uma excelente performance da actriz! Em suma, o filme tem como principais características negativas a acção desnecessária, a falta de substância na narrativa, um questionável uso de CGI, e a falta de Scott Speedman. Mas apesar disto tudo, é um filme que poderá satisfazer. Recomendo que vejam o filme se são fãs da saga, mas preparem-se para uma ligeira desilusão. Sinceramente não penso que tenha sido a adição mais feliz à saga; Mesmo assim, aguardarei pelos próximos. Mas só por causa da Kate Beckinsale.

EXAME

Realização: 5/10
Actores: 7/10
Argumento/Enredo: 5/10
Duração/Conteúdo: 6/10
Transmissão da ideia principal do filme para o espectador: 6/10

Média Global: 5.8/10

Crítica feita por Sarah Queiroz


Informação

Título em português: Underworld 4: O Despertar
Título Original: Underworld 4: Awakening
Ano: 2012
Realização: Bjorn Stein e Måns Mårlind
Actores: Kate Beckinsale, John Hlavin, Michael Ealy

Trailer: