terça-feira, 7 de maio de 2013

Escape From The Planet Of The Apes (1971)


O 3º filme do Planeta dos Macacos ou (SPOILERS): Como fazer uma sequela depois de se matar todas as personagens e explodir com o planeta no filme anterior. 

Este filme é tramado... Se um segundo filme não estava pensado quando se rodou o primeiro, então, visto o final de Beneath the Planet of the Apes, é que este terceiro não podia estar mesmo previsto. Mas, numa frase: ainda bem que o fizeram.

 Esta terceira parte começa imediatamente após a explosão da Terra no filme anterior, tendo os chimpanzés Cornelius (Roddy McDowall), Zira (Kim Hunter) e Milo (Sal Mineo) sobrevivido, pois estavam a bordo da antiga nave de Taylor, por eles consertada. A explosão causou uma interferência nos sistemas da nave e fez com que ela voltasse no tempo, para o ano de 1973. Os chimpanzés são então descobertos pela nossa sociedade.

 E pronto, é assim que se arranja vida para uma saga após a sua morte declarada... Digo-vos que esta é capaz de ser a melhor das 4 continuações ao original Planet of the Apes de 1968. E explico já porquê. Primeiro, o inimitável Roddy McDowall está de volta como Cornelius (e , a partir daí, nunca mais deixaria de marcar presença nos restantes filmes da quintologia). Segundo, continuamos a ter Kim Hunter no fantástico papel de Zira. Terceiro, a situação inverte-se pois agora são os macacos evoluídos que estão em minoria e que têm que fazer por sobreviver no nosso mundo. Quarto, é o filme mais variado da série, cobrindo do cómico ao trágico, passando pelo drama. Quinto, tem uma banda sonora adequadíssima aos vários momentos. Sexto, se o segundo filme tinha uma premissa mais ambiciosa que a do primeiro filme, então este terceiro tem o argumento melhor redigido (saliento apenas a passagem em que se explica a ideia das viagens no tempo através do exemplo do pintor que se pinta a ele mesmo a pintar um quadro). Sétimo, continuamos a ter óptimas performances e , desta vez, não há mesmo Charlton Heston (GRAÇAS A DEUS!). Por último, e não menos importante, já temos muito menos zooms até ao "infinito e mais além!"

 

Enfim, esta terceira parte explora melhor a relação entre Cornelius e Zira, duas personagens recorrentes presentes desde o primeiro filme (ainda que não muito no segundo) e estabelece a génese/fundamento daquilo que será a maior história- a escravatura e , depois, a rebelião dos macacos. É que aqui reside, provavelmente, o maior interesse do filme: o carácter pacífico de Cornelius e Zira e a tentativa de se integrarem num sítio que não compreendem, contra o medo de alguns humanos de que eles os tentem dominar, tendo em conta aquilo que «aconteceu» no futuro. No meio disto, o casal símio também terá que marcar a sua posição ao ver a sua sobrevivência em risco, ainda para mais com Zira grávida. O final, digo-vos, é , tal como o do segundo, mais um daqueles que dificilmente veríamos num filme de estúdio de hoje. Tem uma carga inesperada e poderosa, afectando de maneira marcantes o destino de duas das personagens que já tínhamos vindo a conhecer a algum tempo, assim como do seu filho.

 Resumindo: se já viram os dois anteriores e gostaram, voltem a seguir o meu conselho e vejam este porque, como disse, é capaz de ser a melhor das sequelas. Também é aqui que a história global da quintologia entra na sua segunda fase (ou pelo menos na transição para tal).

EXAME

Realização:
7/10
Actores: 7.5/10
Argumento/Enredo: 9/10
Banda sonora: 8/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Efeitos/Fotografia: 6.5/10  
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 8.5/10

Média global: 7.7/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão


Informação

Título original: Escape From The Planet of the Apes
Título português: A Fuga Do Planeta dos Macacos
Ano: 1971
Realização: Don Taylor
Argumento: Pierre Boulle (personagens e mundo), Paul Dehn (história e guião)
Actores:  Roddy McDowall, Kim Hunter, Bradford Dillman, Natalie Trundy, Eric Braeden, Sal Mineo
Trailer do filme:
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