Crítica - Before I Wake (2016)

Análise ao novo filme de terror realizado por Mike Flanagan, "Before I Wake". Por Sarah Queiroz.

TOP 10 Melhores: Filmes de Terror de 2015

Confiram o nosso TOP 10 Melhores Filmes de Terror de 2015! Concordam? Por Sarah Queiroz

Especial Colaborações do Cinema: Neill Blomkamp e Sharlto Copley

Vejam o nosso especial colaborações do cinema, em que percorremos a filmografia do realizador Neil Blomkamp que conta com a colaboração de Sharlto Copley. Por Sarah Queiroz

TOP 5 Melhores Filmes: Scarlett Johansson

Confiram a nossa lista dos 5 melhores filmes protagonizados pela bela Scarlett Johansson. Por Sarah Queiroz

TOP 10 Melhores Filmes - "Body Horror"

Confiram o nosso TOP 10 Melhores Filmes "Body Horror". Por Sarah Queiroz

sábado, 30 de julho de 2011

Larry Crowne (2011)

Larry Crowne é daqueles filmes que à primeira vista não se sabe o que se esperar, e talvez tenha sido essa a razão pela qual não foi particularmente bem recebido pelas críticas. Tom Hanks volta a sentar-se na cadeira de realizador e demonstra que é, de facto, multifacetado e talentoso, ao proporcionar-nos um filme simples, mas ao mesmo tempo irresistível e enternecedor. Adoro ter este tipo de surpresas, ir ao cinema e deparar-me com um filme completamente diferente do que estava à espera (pela positiva é claro!), pois a verdade é que à muito tempo um filme não me fazia rir tão genuinamente como este fez. Claro que não está isento de falhas, aliás não são poucas, mas adianto desde já que é uma agradável surpresa.

Sem dúvida alguma que o atractivo principal do filme assenta no seu elenco, pois brilhante é dizer pouco das actuações. O desempenho de Tom Hanks não poderia ser melhor, é incrivelmente fácil apaixonarmo-nos pela personagem principal, que apesar de todos os obstáculos que encontra, enfrenta-os sempre com grande positivismo. Julia Roberts, que ultimamente tem escolhido papéis ligeiramente duvidosos, entrega-se completamente a este papel, proporcionando-nos uma actuação absolutamente majestosa. O que me ri com Roberts neste filme... Esta dupla encarrega-se das cenas mais caricatas do filme, que deixarão qualquer um com a cara a doer de tanto rir.

O filme acompanha o amável e trabalhador Larry Crowne (Tom Hanks), que é subitamente despedido da empresa onde trabalhava, por não deter uma formação superior. Afundado em dívidas e à beira da falência, Cr
owne decide matricular-se na faculdade para poder ter hipóteses de vir a ser contratado numa empresa melhor. É na faculdade que Larry conhece e desenvolve uma paixão inesperada pela sua professora Mercedes Tainot (Roberts), uma mulher que perdeu a paixão por ensinar, mas que influenciará positivamente Larry.
Com uma narrativa pouco desenvolvida e sem grandes enredos, o filme poderá cair
na categoria de enfadonho ou aborrecido, pois é igualmente extenso demais, e houve alturas em que pensei que o argumento podia ser bastante melhor. No entanto, o filme cumpre os seus objectivos mínimos. A mensagem que procura transmitir é bastante simples e eficaz: Quando temos todos os motivos para pensar que nada mais temos para dar, eis que a vida dá uma volta inesperada e encontramos várias razões para continuar a viver.

Rapidamente concluo, ao dizer que é um filme que vale a pena assistir, pois garante boa disposição e tem actores formidáveis nos principais papéis.

EXAME


Actores: 8/10
Realização:
6.5/10

Duração/Conteúdo: 6/10
Argumento/Enredo: 5/10
Transmissão da mensagem para o espectador: 8/10

Média Global: 6.6/10

Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português: Larry Crowne
Título Original: Larry Crowne
Realização: Tom Hanks
Ano: 2011
Actores: Tom Hanks, Julia Roberts, Cedric The Entertainer

Trailer do filme:

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Insidious (2010)

"It's not the House that's Haunted."

Quando filmes deste género parecem não ser propriamente inovadores, que de longe
assustam como antigamente, e contando com as constantes desilusões que se apanham por aí em termos de produções de terror moderno, eis que James Wan aparece com Insidious para nos contradizer, voltando a surpreender. Nunca duvidei do seu talento, especialmente quando tem a ajuda do argumentista Leigh Whannell. Ambos, mais uma vez, demonstraram ser uma dupla extremamente competente (foi a dupla responsável pelo filme Saw) e conseguem proporcionar ao espectador um filme que, decerto, deixará apavorado qualquer um, pois durante o filme é criado um clima de tensão onde o medo do que está por vir é absolutamente constante. Confesso que criei algumas expectativas quando vi o trailer, porque a minha primeira impressão foi bastante positiva, e sabia que me esperava um filme decente. Felizmente, estava certa.

Uma família que acabou de se mudar para uma casa nova descobre que um espírito do mal está na casa. Ao mesmo tempo, o filho do casal entra em coma de maneira inexplicável. Tentando escapar das assombrações e para salvar o filho, eles mudam novamente de casa e chamam uma equipa de especialistas do oculto para os ajudarem, apercebendo-se de algo terrível que os deixa desesperados: não era a casa que estava mal-assombrada...
Relativamente a filmes de terror, existem sempre fórmulas e clichès que, por mais que se tente, são na maior parte das vezes impossíveis de escapar. Assim, a premissa de Insidious, de facto, não parece diferir das restantes histórias fantasmagóricas ao estilo Poltergiest (digamos que não é propriamente original), contudo, não deixa de ser um verdadeiro sucesso no que toca ao medo psicológico que causa e à atmosfera de ansiedade que cria. Aliás, de todos os pontos positivos de Insidious, o mais atractivo acaba por ser o mais simples: é mesmo muito assustador. É um filme que se consegue autonomizar dos restantes devido à fantástica habilidade do realizador de potencializar todos os elementos envolventes do filme, desde o ambiente em si, aos silêncios, às sensações, ao suspense. A primeira e segunda parte do filme ocupam-se da criação do suspense (o que consegue ser genuinamente aterrador e a sensação de inquietude e claustrofobia são inevitáveis), enquanto que a última parte proporciona um festival de gritos (sustos dos mais memoráveis de sempre).

Para uma primeira tentativa de realizar um filme de puro terror, James Wan saiu-se muitíssimo bem, sendo este filme uma agradável surpresa apesar das eventuais imperfeições. A imperfeição principal acaba por ser os tropeções que o argumento acaba por dar, ocasionalmente confuso e pouco consistente, e a sensação de que a última parte do filme não corresponde àquilo que se espera, não obstante a quantidade de sustos que se apanha.
Patrick Wilson e Rose Byrne são excelentes actores, perfeitos para os papéis do casal preocupado. Acho Byrne uma actriz fabulosa, incrivelmente versátil, e em Insidious está bastante bem.

É um filme que recomendo imenso, é mesmo muito acima da média, não percam a oportunidade de ver ao cinema. Insidious é a montanha-russa do ano! Tenso, angustiante e macabro...

EXAME


Actores:
8/10

Realização:
8/10

Fotografia: 8/10
Duração/Conteúdo: 8/10
Argumento/Enredo:
7/10

Transmissão da mensagem para o espectador:
7/10


Média Global: 7.7/10


Crítica feita por Sara Queiroz


Informação

Título em português:
Insidioso
Título
Original: Insidious
Realização:
James Wan
Ano:
2010
Actores: Patrick Wilson, Rose Bryne, Lin Shaye, Barbara Hershey

Trailer do filme:


domingo, 10 de julho de 2011

Hanna (2011)

“I’ve Just Missed Your Heart”

Sempre ti
ve um carinho especial por filmes com títulos assim, uma única palavra poderosa e misteriosa, que causa impacto e aguça a curiosidade e as expectativas. Então se estamos na presença de um único nome próprio, simples mas forte, escrito com um trago soviético, associado a um bom elenco e a um bom trailer, é, na minha opinião, a perfeição no que toca à divulgação de um filme.
Hanna é uma jovem de dezasseis anos que vive isolada do mundo juntamente com o seu pai, Erik (Eric Bana), numa s
elva bem longe das metrópoles. Durante dezasseis anos, Erik treinou a sua filha para ser invencível e uma assassina perfeita, contando já com a inevitável perseguição que Marissa Wiegler (Cate Blanchett) iria fazer a ambos. Parece uma premissa simples? Sim, de facto é, mas também estou a ocultar algumas coisas para não revelar demasiado, visto que se trata de uma história cujos pormenores essenciais vamos descobrindo ao longo do filme. É uma história simples e nada recorrente, mas que em algumas das suas vertentes nos consegue entreter e prender.

Passando agora às minhas apreciações, a primeira grande ovação só pode mesmo ir para os actores e em especial para a jovem Saoirse Ronan que tem uma interpretação soberba na pele de Hanna. A inocência, o desconhecimento geral do mundo, a frieza, o instinto assassino, os sentimentos que transparece e a contracena apaixonante que desenvolve com outra jovem, Jessica Barden, a excêntrica e ignorante Sophie que conhece Hanna e acaba por lhe mostrar o lado mais bonito e puro da vida. Depois Cate Blanchett no papel de vilã, se já venerava esta actriz,
passo a respeitá-la ainda mais depois desta maléfica Marissa Wiegler que foi muito bem conseguida. Cate Blanchett consegue acertar em tudo, nos olhares, na entoação das palavras, nos movimentos, no cinismo, uma perfeita vilã. Eric Bana está consistente no papel homónimo que desempenha, protagoniza uma cena de luta que é muito bem realizada e consegue acrescentar ainda mais beleza à personagem de Hanna nas contracenas que desenrola com ela, tanto as mais frias e as mais emotivas. Nota muito positiva ainda para o bizarro, excêntrico e lunático Isaacs (Tom Hollander – “Valquíria”, “Piratas das Caraíbas”, “O Solista”) e para os seus compinchas. Devo dizer que foi uma personagem que pisou a ténue linha que separa o sucesso do fracasso quando se arrisca desta forma, na medida em que é uma personagem com traços muito parecidos com a de algumas personagens “Tarantinescas”, nomeadamente a famosa Elle Driver e o seu inesquecível assobio, de “Kill Bill”. Ainda assim, é mais um vilão que arranca uma grande interpretação e que acrescenta um pequeno sentimento de comédia negra à trama. Em suma, uma direcção de actores muito bem conseguida, não houve um único a destoar, muito bom mesmo.

No que toca à concretização da história, adorei o estilo de realização de Joe Wright. Em nenhuma altura se esqueceu de sincronizar os movimentos da câmara, com os
movimentos da Hannah e com a S-O-B-E-R-B-A banda sonora que os The Chemichal Brothers compuseram para este filme. Joe Wright tirou o melhor partido dela, especialmente nas músicas aliadas aos vilões da história e ainda mais na cena em que Hanna foge do centro de detenção em que está presa. Uma cena muito bem conseguida e talvez a melhor do filme, extremamente bem filmada. Os cenários bizarros e ao mesmo tempo vagos, quase surreais, que servem de palco para esta história foram muito bem escolhidos e caracterizados. Afinal estamos na presença de uma história também ela quase surreal, mas o pano de fundo do filme vai de encontro àquilo que as personagens nos mostram. Em todas elas vemos a inocência e bondade norte-americana a contrastar com o rígido sotaque alemão e a mafiosa atitude russa e nesse aspecto devo dizer que me impressionou a capacidade que toda a equipa técnica do filme teve em fazer resultar essa equação de elementos.

A única falha do filme é mesmo no início. Nas cenas iniciais do filme testemunhamos o treino árduo que Hanna fez com o seu pai ao longo de vários anos e nessa altura vamos ficando com água na boca para as cenas em que Hanna vai dar uma sova em quem ouse colocar-se no seu caminho. Ficamos tempo demais à espera disso, Joe Wright perde-se um pouco a relatar o primeiro contacto de Hanna com o mundo e com as pessoas e apesar de isso ser uma vertente necessária, retirou um pouco daquilo que se esperava da personagem principal.
Mas penso que é mesmo a única falha. O final é fácil e sensorialmente criticável por ser tão simples e tão repentino e terminar numa completa matança, mas talvez se fosse feito de outra maneira ficasse pior. Penso que foi o final adequado e o mais “justo”.

Em suma, um filme que me entreteve, pela sua original história, mas pelo trabalho dos actores e pelas magníficas contracenas que testemunhamos nesta película. Mais uma vez refiro também a banda sonora do filme, das melhores que ouvi nos últimos tempos.
Um bom filme, foi de encontro às minhas expectativas. Espero ver esta pequena actriz muito brevemente a encarnar outra personagem.


EXAME

Realização: 8.5/10
Actores: 10/10
Argumento: 8/10

Duração/Conteúdo: 7/10

Fotografia/Cenários: 9/10

Banda Sonora: 10/10
Transmissão da ideia principal para o espectador: 8/10


Média Global: 8.6/10

Crítica feita por Pedro Gonçalves

Informação

Título em português:
Hanna
Título Original:
Hanna
Realização:
Joe Wright
Ano:
2011
Actores:
Saoirse Ronan, Cate Blanchett, Eric Bana, Tom Hollander

Trailer do filme: