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domingo, 27 de janeiro de 2013

Django Unchained (2012)


Este filme tinha a minha curiosidade. Agora, tem a minha atenção.... até ao fim dos dias.

Tarantino, o rei da violência no cinema, é como o vinho do Porto: parece estar cada vez melhor com o tempo. E Django é prova disso...
Basicamente o filme  passa-se em 1858 (2 anos antes da Guerra Civil americana) e foca-se em Django (Jamie Foxx), um escravo negro que, após ser libertado pelo caçador de prémios germânico Dr. Schultz (Christoph Waltz), parte numa demandada para salvar a sua mulher de um latifundiário esclavagista do Mississipi, Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).
Vou ser curto e breve porque a genialidade do filme fala por si, pelo que não vale a pena estar para aqui a gastar muita tinta digital, que não faria mais justiça ao filme por isso.
A história é interessante e agarra-nos de uma ponta à outra, mostrando que os westerns não têm que ser chatos lá por terem 3 horas (sim "The Good, The Bad and The Ugly", estou a falar contigo...). Mesmo quando pensamos que chegámos ao clímax, ainda há muito mais para ver...

E por falar em westerns, este filme presta uma grande homenagem ao género, a começar no primeiro segundo. A sério, não estou a brincar... Outro "cliché" interessante de western à la Sergio Leone é, para os mais atentos, o facto do actor James Remar fazer duas personagens no mesmo filme- Ace Speck e Butch Pooch.
A cinematografia é óptima e quanto à montagem, praticamente sublime, tanto a nível visual como musical. Quanto a este último ponto só tenho algo a dizer: QUERO O iPOD DO QUENTIN TARANTINO!

Muita violência, belas sequências de acção e tiros quick-draw para os fãs, diálogos mais que interessantes com um nível dramático e também cómico carregado de forma brilhante por espectaculares actores. Jamie Foxx e Christoph Waltz são uma dupla perfeita que se complementa lindamente. Estabelecer uma dupla entre um alemão e um negro é sempre "peculiar"... Di Caprio faz o primeiro "vilão" da sua carreira e sem quebrar: uma presença arrebatadora desde o primeiro momento, um sotaque sulista bem conseguido e a apresentação da melhor cena do filme, senão mesmo uma das melhores cenas do cinema.. Academia, custava muito nomear este senhor para Melhor Actor Secundário pela sua belíssima prestação ou só vos pagaram o suficiente para nomearem o Christoph Waltz que já ganhou um Oscar e na mesma categoria e tudo e por um filme do Tarantino, coincidentemente? Bem, mas queixas à parte, se o filme já não fosse bom o suficiente com isto, eis que chega Samuel L. Jackson para completar o quadro! É o papel do costume, mas melhorado a níveis descomunais pela situação em que é inserido: Samuel L. Jackson, o preto racista num tempo de escravatura negra a balbuciar as suas asneiras rotineiras! Numa palavra: priceless.

Não vale a pena escrever mais. É dos melhores filmes de 2012, merecedor dos seus globos de ouro e das suas nomeações para os Oscars, apesar de DiCaprio e Jamie Foxx serem deixados na sombra no que toca a galardões mais cobiçados...

Quanto a ti Tarantino, só tenho algo a dizer: "I like the way you shoot boy!".


EXAME


Realização: 10/10
Actores: 10/10
Argumento/Enredo: 9/10
Duração/Conteúdo: 9/10
Banda Sonora: 8.5/10 
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 9/10

Média Global: 9.2/10

Crítica feita por Rodrigo Mourão


Informação


Título Original: Django Unchained
Título em Português: Django Libertado
Ano: 2012
Realização: Quentin Tarantino
Actores: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, James Remar, Kerry Washington

Trailer do Filme:






VER TAMBÉM:

Reservoir Dogs (1992), por Sarah Queiroz

Pulp Fiction (1994), por Sarah Queiroz

Inglourious Basterds (2009), por Pedro Gonçalves




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Jack Reacher (2012)


Uma missão quase possível.
Jack Reacher. Pelos posters e trailer, parecia quase um Missão Impossível... mas não é bem assim. O filme é adaptado do livros de Lee Child chamado "One Shot" e realizado por Christopher McQuarrie, cujo trabalho como argumentista me tinha chamado a atenção em Valkyrie, de 2008. Pois bem, eis que agora como realizador este conta-nos uma história intrigante, centrada na personagem Jack Reacher (Tom Cruise), uma "espécie de polícia" misterioso que investiga um caso de um sniper que assassinou "ao acaso" cinco vítimas, com a ajuda de uma advogada contratada (Rosamund Pike) para defender esse mesmo assassino. A história torna-se mais complexa à medida que Jack Reacher vai descobrindo a verdade e vê-se inserido no meio de uma conspiração.

O argumento não é propriamente original e já o vimos antes: estamos inseridos numa espécie de conspiração que o protagonista e uma senhora bonita tentam resolver, e esse mesmo protagonista é intocável e "arrebenta" com toda a gente, sem sofrer dano algum.  Um dos problemas da trama reside mesmo nesse último facto, não existe nada que realmente coloque o protagonista em apuros o que torna tudo pouco credível. 
Apesar da sensação familiar e de alguns problemas em breve a ser referidos que circundam toda a película, a verdade é que esta não é má. O realizador consegue dirigir a película com competência e consistência, e insere ingredientes suficientemente agradáveis para dar um sabor tolerável à longa:  boas sequências de acção (bem pensadas e algumas mesmo intensas, realço a cena inicial), momentos de comic relief e uma história intrigante que nos faz querer saber o que vai acontecer a seguir. Mas uma escolha infeliz por parte de Christopher McQuarrie levou tudo a perder.

Creio que o realizador optou por um caminho errado ao seguir pelo demasiado óbvio e anular qualquer factor surpresa; o realizador oferece as informações ao público de uma maneira gratuita pois a meio do filme já sabemos como a história se irá desenrolar. E isso, caros leitores, faz com que o filme não ganhe pontos na credibilidade ou imprevisibilidade. Aliás, outro grande erro que o realizador cometeu foi mesmo mostrar todas as cartas ao público mesmo antes dos próprios protagonistas terem acesso aos factos. Assim, vemos Jack Reacher e a advogada descobrirem a verdade aos poucos enquanto que nós espectadores já tivemos acesso  a essa anteriormente, o que diminui e muito a emoção ou impacto da trama. Outro resultado é que os twists existentes acabam por não surpreender e não têm o efeito desejado apesar do potencial. Falta então na longa um salto para algo surpreendente, o que acaba por não acontecer. Este "simples" facto acaba por fazer com que Jack Reacher não se torne numa experiência cinematográfica arrebatadora, quando tinha todo o potencial para o ser.

Novamente buscando aspectos positivos, devo dizer que Tom Cruise está muito sólido e emana charme e carisma, fazendo com que a sua personagem seja querida entre o público. O problema do protagonista prende-se com o que disse no início, é que o facto de nada conseguir ameaçá-lo ou colocá-lo realmente em apuros torna tudo pouco credível. A título de exemplo, temos o caso do vilão que é uma personagem intrigante mas que nunca se torna realmente uma ameaça para Jack Reacher, o que é uma pena. Mas o realizador soube trabalhar e aproveitar o que Tom Cruise tem de melhor. Relativamente ao elenco que secunda Tom Cruise, não tenho grande coisa a acrescentar, mas foram competentes. Talvez realce os dois vilões, Werner Herzog e Jai Courtney; este último encarnou bem a sua personagem e fazia-me lembrar muitas vezes o actor Tom Hardy no papel de Bane, em The Dark Knight Rises.

Em síntese,  a longa tinha todas as características para ser um excelente policial e realmente manter o suspense e desencadear a surpresa, mas uma má escolha de informação grátis por parte do realizador deu cabo disso. Contudo, não deixa de ser um bom filme, com entretenimento puro... mas só gostaria que fosse mais estimulante.

EXAME

Realização: 6.5/10
Actores: 8/10
Argumento/Enredo: 6/10
Duração/Conteúdo: 7/10
Transmissão da principal ideia do filme para o espectador: 7/10

Média Global: 6.9/10 

Crítica feita por Joana Queiroz

Informação

Título Original: Jack Reacher
Título em Português: Jack Reacher: O Último Tiro
Ano: 2012
Realização: Christopher McQuarrie
Actores: Tom Cruise, Rosamund Pike, Richard Jenkins, Werner Herzog, Robert Duvall, Jai Courtney


Trailer do Filme:

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

TOP 15 - Melhores filmes de 2012


Dando as boas vindas ao ano de 2013, recordamos o mundo cinematográfico de 2012. A elaboração do TOP 15 melhores filmes de 2012 não foi tarefa fácil. Algumas escolhas poderão surpreender alguns, pelo que passamos a apresentar os critérios utilizados na elaboração do Top:
  • Foram considerados apenas filmes que tenham estreado em Portugal em 2012 (daí incluir-se filmes como «Hugo» e «The Girl With The Dragon Tatoo», apesar de terem tido estreia internacional em 2011; pelo mesmo motivo não foram tidos em consideração filmes como Les Misérables ou Lincoln, que só estreiam em Portugal em 2013);
  • Quanto à ordenação dos filmes, para os  já revistos neste blog foram tidas em consideração as pontuações dadas nas respectivas críticas; para filmes ainda sem crítica, a equipa fez uma média das várias componentes do filme (foram utilizados os mesmos elementos que são tidos em conta nas nossas críticas) de modo a chegar a um pontuação exclusivamente para este top (pontuação essa que, em princípio, deverá corresponder à que será dada quando se elaborar a crítica, apesar de tal puder não suceder...);
  • Dos 15 filmes presentes no top, cada um dos 3 membros deste blog contribuiu com 5 dos seus favoritos (sem hipótese de repetição relativamente a filmes escolhidos pelos outros), de modo a que o top pudesse ser o mais variado/eclético/heterogéneo possível. 



Os quinze melhores filmes de 2012 encontram-se listados abaixo.


15. The Perks of being a Wallflower


Crítica: Brevemente

Uma das maiores surpresas deste ano. "Perks of Being a Wallflower" é um filme que deixa qualquer pessoa a pensar. Para além de ser dotado de uma fluidez natural, é uma obra que faz por merecer um lugar neste TOP ao retratar uma história que pode parecer muito familiar, mas que consegue manter uma capacidade incrível de nos surpreender, através de um argumento inteligente. Dos pontos mais altos do filme é, indiscutivelmente, as prestações dos actores, credíveis em todos os aspectos. É um filme que ultrapassa qualquer expectativa, pois não se resume aos clichés do género, sendo muito mais que isso.


14. The Hunger Games 


Crítica: Aqui

Este filme constitui a primeira parte de uma saga que prometia tomar de assalto o mundo cinematográfico, e fê-lo. Foi uma autêntica surpresa, pois muitos acreditavam ser um Twilight #2. The Hunger Games ganha pela divergência da atmosfera ultra-romântica e cliché, convergindo num ambiente duro e real: um romance destinado a adolescentes com uma visão perturbante de uma sociedade em decadência.


13. The Cabin in the Woods


Crítica: Aqui

"The Cabin in the Woods" é uma verdadeira homenagem ao género terror, combinando todos os elementos do género, aderindo mesmo aos clichés. É um filme que aparentemente parece superficial, mas depois de maneira implícita elabora uma crítica ao público insaciável de violência exacerbada em filme sem qualquer substância. É uma sátira evidente sendo dos filmes mais surpreendentes e imaginativos dos últimos tempos, que no entanto é susceptível de ser pouco compreendido.


12. The Avengers


Crítica: Brevemente

Talvez seja um filme overrated, mas The Avengers é um filme que prova que o mundo cinematográfico da Marvel fez as coisas como deveriam ter sido feitas, apesar do espaço para melhorar. Foi uma viagem alucinante desde 2008 ver cada filme da Marvel que acabou por culminar neste fantástico shared universe, com continuação prevista para 2015.


11. The Dark Knight Rises



Crítica: Aqui

Apesar deste terceiro e último capítulo da franquia de Christopher Nolan não ultrapassar os seus antecessores, The Dark Knight Rises brinda-nos com óptimas prestações, um dos melhores vilões de sempre, um argumento cheio de referências, uma banda sonora óptima, uma fotografia lindíssima e efeitos especiais estrondosos.



10. Tabu


Crítica: Brevemente

Das maiores surpresas do ano e é lusitana! Tabu mostra que os filmes a preto-e-branco não estão mortos e que ainda vale a pena apostar em diálogos inteligentes. Com uma realização mais que peculiar por parte de Miguel Gomes, temos duas histórias num filme: a do presente que retrata a nostalgia da juventude e do verdadeiro amor que ameça desaparecer da memória; a do passado, contada apenas através de uma inteligente narração por parte do casal, que nos retrata a trágica realidade de um amor proibido e completa na perfeição o 1º acto da obra. Filmes destes já não se fazem...




9. Intouchables


Crítica: Brevemente

"Intouchables", filme francês, é uma verdadeira pérola cinematográfica. A história é simples, mas de uma beleza infindável e inspiradora. A narrativa do filme é construída em torno da relação improvável que se cria entre as duas personagens principais, interpretadas por Francois Cluzet e Omar Sy, ambos verdadeiramente fabulosos nas suas prestações. Não poderia recomendar melhor filme para se ver, sendo que o seu grande mérito reside na mensagem tocante que transmite.


8. Looper


Crítica: Aqui

Apesar de alguns aspectos negativos, Looper é um filme inteligente, que nos deixa a pensar e que acaba por utilizar as cenas de acção e outros artifícios apenas pontualmente. Não se limita apenas à acção ou à ficção científica, acabando por cruzar diversos géneros e ser uma experiência cinematográfica profunda. Contamos com um grande elenco e com uma história que, apesar de docemente familiar, não deixa de ser interessante.


7. Life of Pi


Crítica: Brevemente

A Índia como background e um protagonista indiano parece ser uma fórmula perfeita, pois este Life of Pi consegue ser ainda melhor do que Slumdog Millionaire. Esta película ganha pela beleza incrível de todo o ambiente e pelo seu fio narrativo pois esta aparentemente dificil história de contar é-nos mostrada da maneira mais encantadora possível.



6. The Girl with the Dragon Tattoo


Crítica: Aqui

Se os livros são viciantes, então o filme é das melhores drogas de 2012! Um policial de mistério que nos capta do princípio ao fim, protagonizado brilhantemente por Rooney Mara e Daniel Craig. Para engrandecer ainda mais esta experiência cinematográfica temos uma óptima fotografia, uma realização sem falhas por parte de David Fincher e uma banda sonora mais que ousada. Venham as continuações!


5. The Amazing Spider-Man


Crítica: Aqui

Apostar neste reboot foi, sem dúvida, um enorme risco, pois poderia revelar-se um fracasso total, para além de comparações serem inevitáveis. Mas felizmente esse risco foi tomado, pois revelou ser incrivelmente satisfatório. Foi uma verdadeira lufada de ar fresco sendo uma nova versão extremamente bem adaptada a partir dos livros de banda desenhada com um enredo arrebatador e inovador.



4. Cloud Atlas


Crítica: Brevemente

Adore-se ou odeie-se, não deixa ninguém indiferente e isso mostra o seu poder. Cloud Atlas é uma obra cinematográfica complexa como ninguém ousa fazer nos dias de hoje. Retrata a luta do bem e do mal (e as suas personificações como a escravatura, a traição, a ambição desmedida, a vida após a morte, a religião, etc) ao longo de várias eras e pelo olhar de diferentes personagens. Um argumento original, um espectáculo visual e , acima de tudo, uma edição sem palavras (dêem-lhe o Oscar!).


3. Moonrise Kingdom


Crítica: Brevemente

Os sonhos da juventude, o primeiro amor, a incompreensão da adolescência por parte dos pais, a frieza dos adultos... Tudo temas que Wes Anderson e Roman Coppola representam neste filme, ousando até virá-los do avesso no fim! Um argumento inteligente com uma realização mais que interessante por parte de Anderson, feita ao estilo sixties (época em que se passa a história, diga-se), conduzida por uma óptima banda sonora de Alexander Desplat e genuínas interpretações, tanto do elenco graúdo como miúdo!


2. Hugo


Crítica: Aqui

Como dissemos na nossa crítica: “Os olhos podem ser os espelhos da alma, mas os filmes são as projecções dos nossos sonhos”. E é isso que Hugo simboliza: é uma ode aos sonhos, uma homenagem à 7ª Arte, uma viagem aos primórdios do cinema, um espectáculo visual (o 3D sempre vale para alguma coisa...) e um desfile de óptimas performances, carregado de forma deslumbrante pelos jovens Asa Butterfield e  Chloë Grace Moretz. Martin Scorcese mostra porque é dos melhores e mais versáteis realizadores de sempre!



1. The Hobbit: An Unexpected Journey


Crítica: Aqui

The Hobbit constitui a primeira parte da trilogia que nos conta a aventura de Bilbo Baggins, Gandalf e os seus amigos anões 60 anos antes dos eventos da Irmandade do Anel. Tal como o título o diz, o filme é facto uma aventura inesperada, mas cheia de vivacidade! Com a história que tem, Peter Jackson expande-a e adapta-a adequadamente. Dá-nos a oportunidade não só de voltar a Middle Earth, mas de conhecer mais dos seus lugares, raças e costumes. Tal como Bilbo, embarquem na aventura.


E para vocês, quais foram os melhores filmes de 2012?

por Sarah Queiroz, Joana Queiroz e Rodrigo Mourão